A semifinal da Supercopa de Futsal entre Joinville e Magnus, disputada na noite desta sexta-feira (27), foi paralisada por cerca de dez minutos após um suposto caso de racismo no ginásio Caldeirão do Galo, em Erechim. A interrupção ocorreu no momento em que as equipes se preparavam para as cobranças de pênaltis, depois de empate no tempo normal e também na prorrogação.
O goleiro Kleyton, do Joinville, relatou à arbitragem ter sido chamado de “Vera Verão” por um torcedor que estava nas escadas atrás de um dos gols. A expressão foi considerada ofensiva e de cunho racista, por fazer referência à cor da pele do atleta.
Diante da denúncia, a arbitragem acionou o protocolo antirracismo da FIFA, que prevê a paralisação imediata da partida para apuração do fato. O torcedor apontado foi identificado e retirado do ginásio pelo policiamento. Segundo o Joinville, o atleta deverá registrar boletim de ocorrência.
Após a situação ser controlada, o jogo foi retomado e decidido nas penalidades máximas. O Magnus venceu por 5 a 3, garantindo vaga na final da Supercopa de Futsal.
Além do título, a competição vale uma vaga na Libertadores da América de Futsal. O campeão assegura presença no torneio continental, que será disputado em maio, na cidade de Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha. Atlântico e Traipu disputam a outra vaga na decisão, cujo vencedor enfrentará o Magnus na final.
A expressão utilizada pelo torcedor faz referência à personagem Vera Verão, criada e interpretada pelo ator e humorista Jorge Lafond, que ficou conhecida nos anos 1990 no programa A Praça é Nossa. Embora marcada por estereótipos cômicos, a utilização do nome para se referir à cor da pele de uma pessoa é amplamente associada a ofensa racial, o que motivou a aplicação do protocolo antirracismo durante a semifinal.



