A possível migração do Grêmio para o bloco comercial Futebol Forte União (FFU) provocou reação interna entre os clubes que já integram o grupo. O Goiás enviou notificação extrajudicial à organização questionando a admissão do clube gaúcho sem deliberação prévia em assembleia.
No documento, a diretoria goiana cita reportagens recentes que indicam que o Grêmio já teria convocado o Conselho Deliberativo para decidir sobre a saída da Libra e eventual ingresso na FFU.
O Goiás argumenta que a entrada de um novo integrante impacta diretamente o modelo econômico do bloco. Segundo o clube, a admissão de novos membros implica diluição automática das cotas atualmente distribuídas entre os participantes.
A direção também demonstra preocupação com a possibilidade de concessão de condições diferenciadas ao Grêmio, classificadas como “privilégios”.
Como exemplo, o Goiás cita acordos firmados por cinco clubes da FFU — Internacional, Fortaleza, Fluminense, Athletico Paranaense e Vasco da Gama — que teriam garantido cláusulas específicas dentro do grupo.
Um dos casos mencionados é o do Fortaleza que, mesmo disputando a Série B nesta temporada, receberá cerca de R$ 25 milhões pelo contrato de placas publicitárias — valor aproximadamente R$ 19 milhões superior ao destinado aos demais clubes do bloco.
A discussão ocorre em meio a um momento de instabilidade na Libra, liga que reúne parte dos clubes do futebol brasileiro. O movimento do Grêmio é visto como mais um elemento dentro desse cenário de reorganização comercial e política do futebol nacional.
A eventual entrada do clube gaúcho na FFU ainda depende de definições internas e pode ampliar o debate sobre critérios de divisão de receitas e governança entre os participantes do bloco.



