Os trabalhadores vinculados ao Imesf (Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família) voltaram a protestar contra a extinção do órgão, nesta quarta-feira (14), nas ruas de Porto Alegre. Dezenas de profissionais se reuniram em uma caminhada, que partiu da Unidade de Saúde Modelo, no bairro Santana, em direção à sede da prefeitura.

O Sindisaúde/RS estima que 200 profissionais do Imesf aderiram à greve que vai até a sexta-feira (16). Com a paralisação, a categoria quer pressionar a Justiça a analisar uma liminar contra a extinção do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que impede o Executivo de terceirizar a gestão no atendimento primário.

O entendimento é de que a ação também veda a rescisão dos contratos dos trabalhadores do Imesf. Havia a expectativa de que parte dos profissionais fosse absorvido pelas entidades filantrópicas que assumiram a gestão dos postos – algo que, segundo a categoria, acontece de forma muito lenta.

A Prefeitura ainda não tem um balanço de quantas pessoas foram afetadas por causa da greve do Imesf. Para a PGM (Procuradoria-Geral do Município), a execução do TAC está relacionada com a prestação do serviço de atenção básica na Capital. Ou seja: a obrigação já teria sido cumprida com a criação do próprio Imesf. Logo, as contratações na área seriam legais, já que são realizadas em caráter complementar. (O Sul)