Do Sul21

Na véspera do Dia da Consciência Negra, João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, foi morto por agressão no Carrefour localizado no bairro Passo D’Areia. As circunstâncias do assassinato estão sendo apuradas pela Polícia Civil. Até o momento, as informações relatam ter havido uma discussão dentro do local, com o homem na sequência agredido e imobilizado por dois homens, um segurança de uma empresa terceirizada e o outro um policial militar. O crime ocorreu na noite desta quinta-feira (19).

O segurança Magno Braz Borges e o policial militar temporário Giovane Gaspar da Silva foram detidos em flagrante. O policial é lotado no Departamento de Comando e Controle Integrado da Secretaria da Segurança Pública e, no momento, se encontra recolhido no presídio da Brigada Militar. O segurança da empresa terceirizada será encaminhado ao Presídio Central. O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre

Em nota, o Carrefour disse que romperá o contrato com a empresa responsável pelos seguranças que cometeram a “agressão” e informa que o estabelecimento ficará fechado e dará o “suporte necessário” à família da vítima.

“O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento desse inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente”, diz a nota do Carrefour, que completa: “Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como essa aconteçam”.

Também em nota, a Brigada Militar explica ter ter sido acionada para atendimento de ocorrência no Carrefour, tendo prendido os envolvidos, “inclusive o PM temporário, cuja conduta fora do horário de trabalho será avaliada com todos os rigores da lei”.

“Cabe destacar ainda que o PM Temporário não estava em serviço policial, uma vez que suas atribuições são restritas, conforme a legislação, à execução de serviços internos, atividades administrativas e videomonitoramento, e, ainda, mediante convênio ou instrumento congênere, guarda externa de estabelecimentos penais e de prédios públicos”, explica a BM.