De acordo com informações divulgadas pela NASA, o cometa interestelar 3I/ATLAS poderá ser observado com telescópios baseados no solo nos próximos dias, em um momento considerado estratégico para o estudo de corpos celestes vindos de fora do Sistema Solar. Apesar da proximidade, o fenômeno não será visível a olho nu e não representa qualquer risco para a Terra.
O objeto foi identificado pela primeira vez em 1º de julho de 2025 pelo telescópio ATLAS, localizado em Rio Hurtado, no Chile, quando estava a cerca de 365 milhões de quilômetros do planeta. Desde então, astrônomos acompanham sua trajetória e confirmaram a origem interestelar devido à velocidade extremamente elevada e à rota incomum pelo espaço. O 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto desse tipo já registrado, o que aumenta o interesse científico mundial.
Imagens detalhadas vêm sendo captadas por equipamentos de ponta, como o Telescópio Espacial Hubble, que revelou a estrutura e o brilho do cometa. Outro registro marcante foi feito pelo observatório Gemini South, no Chile, que fotografou a passagem do astro por um campo estelar denso, criando trilhas luminosas devido ao movimento relativo das estrelas. As medições indicam que o cometa viaja a cerca de 209 mil quilômetros por hora, tornando-se o objeto mais rápido já observado no Sistema Solar.
A expectativa é que, nesta sexta-feira, o 3I/ATLAS se aproxime a aproximadamente 269 milhões de quilômetros da Terra, distância considerada segura. Com a aproximação, cientistas esperam obter dados mais precisos sobre o núcleo e a composição química do cometa. Após a passagem, o objeto seguirá em direção ao Sistema Solar exterior, cruzando a órbita de Júpiter na primavera de 2026, antes de desaparecer no espaço profundo. Para a ciência, o evento representa uma oportunidade rara de ampliar o entendimento sobre a circulação de matéria entre sistemas planetários no Universo.



