O advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Filipe Martins na ação em que o ex-assessor de Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na trama golpista, apresentou um requerimento ao ministro André Mendonça solicitando a decretação da prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O pedido foi protocolado no âmbito das investigações da Polícia Federal que apuram supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No documento, Chiquini se apoia em informações recentemente encaminhadas pela Polícia Federal ao STF. Na representação, a PF afirma que Lulinha “em tese, poderia atuar como sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”, apontado como o principal articulador do esquema investigado.
O inquérito tramita no Supremo sob a relatoria do ministro André Mendonça, que deverá analisar o requerimento apresentado pela defesa de Filipe Martins. Até o momento, não há decisão judicial sobre o pedido de prisão preventiva.
A investigação busca esclarecer a atuação de um suposto grupo envolvido em irregularidades e fraudes relacionadas a benefícios previdenciários, bem como o papel de empresários e eventuais intermediários no esquema. O caso segue sob sigilo parcial e em fase de apuração pela Polícia Federal.



