A percepção de que pessoas nascidas entre 1985 e 1995 aparentam ser mais jovens do que integrantes da Geração Z tem despertado o interesse de pesquisadores das áreas de neurociência e comportamento. Estudos indicam que a explicação não está apenas nos genes ou em procedimentos estéticos, mas no modo como o cérebro e o sistema nervoso foram moldados ao longo da vida. Essa faixa etária cresceu em um período de transição tecnológica, quando a convivência presencial ainda predominava e o uso contínuo de telas não fazia parte da rotina desde a infância.
Especialistas explicam que a exposição precoce a estímulos digitais intensos pode manter o organismo em estado constante de alerta, elevando níveis de estresse e acelerando processos biológicos ligados ao envelhecimento. Em contraste, quem passou a infância e a adolescência longe da pressão permanente das redes sociais desenvolveu maior tolerância emocional e menor desgaste fisiológico. A ausência da comparação incessante e da cobrança por performance social contribuiu para um ritmo de vida menos acelerado.
Outro ponto destacado é a relação com hábitos cotidianos. Alimentação menos industrializada, sono mais regular e atividade física espontânea marcaram o início da vida adulta dessa geração. Ao contrário da busca atual por resultados imediatos e corpos “otimizados”, o cuidado com a saúde era mais intuitivo e gradual. Para os pesquisadores, juventude não se resume ao número de anos vividos, mas ao equilíbrio do sistema nervoso e, sobretudo, à capacidade de viver sem a sensação permanente de urgência.



