Mesmo após a revelação de um documento interno que comprova que a clínica de autismo descredenciada possuía nota máxima em avaliação realizada pela própria operadora, a Unimed Porto Alegre segue sem apresentar novos esclarecimentos públicos sobre o caso.
Procurada novamente pelo Porto Alegre 24 Horas, a Unimed informou que “o posicionamento segue o mesmo enviado anteriormente” e que, até o momento, “não há atualização”. A resposta não aborda o conteúdo do documento obtido pela reportagem nem explica os motivos que levaram ao descredenciamento de uma clínica classificada internamente como prestadora de serviço de excelência.
O documento, datado de 2025, atribui 93,85% de pontuação à clínica, índice que, de acordo com a metodologia da própria Unimed, enquadra o prestador na classificação máxima de qualidade (nível A). A avaliação contempla critérios como segurança do paciente, experiência do usuário, estrutura física, conformidade legal e gestão organizacional.
A existência dessa avaliação reforça a contradição entre o discurso institucional de “qualificação da rede” e a decisão de retirar da rede credenciada um serviço reconhecido como excelente. Até o momento, a operadora não esclareceu se esse resultado foi considerado no processo de descredenciamento, tampouco informou se houve reavaliação técnica posterior ou mudança de diretrizes administrativas.
Enquanto a operadora mantém a mesma nota oficial, muitas famílias seguem sem respostas claras, convivendo com incertezas sobre o futuro do atendimento e os impactos da decisão. A ausência de esclarecimentos objetivos amplia o sentimento de insegurança e reforça o desgaste em torno do caso.



