Pesquisas recentes apontam que a Geração Z está, aos poucos, deixando de dominar a escrita à mão, uma das habilidades mais antigas da civilização humana, presente desde os primeiros sistemas de escrita desenvolvidos na Mesopotâmia. O uso quase exclusivo de celulares, tablets e computadores fez com que muitos jovens escrevam raramente no papel, alterando hábitos construídos ao longo de séculos.
A redução da escrita manual tem impacto direto na coordenação motora fina e na memória. Especialistas em educação e neurociência explicam que o ato de escrever à mão ativa áreas do cérebro relacionadas ao aprendizado, à retenção de informações e ao raciocínio crítico de forma mais intensa do que digitar, favorecendo a compreensão e a organização do pensamento.
Segundo os estudiosos, a diminuição desse hábito pode afetar a capacidade de concentração, a estruturação de ideias e até o desempenho escolar. O fenômeno não indica o fim da escrita, mas evidencia uma transformação profunda na maneira como as novas gerações processam e registram o conhecimento em um cenário cada vez mais digital.



