O jovem Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, que estava desaparecido no Pico Paraná desde o dia 1º de janeiro, foi encontrado com vida na manhã desta segunda-feira (5). A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) e celebrada pela família nas redes sociais.
Segundo o tenente-coronel Ícaro Gabriel, comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) e porta-voz do CBMPR, Roberto conseguiu caminhar sozinho pela mata e chegou até a base da montanha, em uma fazenda localizada na região de Cacatu, em Antonina, no Litoral do estado. O trajeto percorrido ultrapassou 20 quilômetros por áreas de mata fechada e relevo íngreme, uma das rotas de descida do Pico Paraná. Equipes do Corpo de Bombeiros de Antonina foram acionadas para o atendimento e o encaminhamento do jovem ao hospital do município.
“Felizmente, ele conseguiu superar as adversidades, descer as encostas e chegar até a localidade”, afirmou Ícaro Gabriel. A avaliação inicial indicou que Roberto foi encontrado consciente e em condições estáveis, passando por exames médicos.
A confirmação do resgate também foi divulgada pela família nas redes sociais, que publicou uma foto do jovem. “Encontramos o Roberto. Ele está vivo, está bem e já estamos o encaminhando para o hospital. Obrigado a todos os anjos que vieram aqui nos ajudar! Obrigado pelas orações”, escreveu um familiar.
Relembre o caso
Roberto havia iniciado a trilha no Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, na tarde da última quarta-feira (31), acompanhado da amiga Thayane Smith. Segundo informações preliminares, durante a subida o jovem passou mal e vomitou algumas vezes. A dupla chegou ao topo da montanha por volta das 4h da manhã de quinta-feira (1º), onde descansou e encontrou outros dois grupos de trilheiros.
Após cerca de duas horas, os amigos iniciaram a descida. Em determinado ponto do percurso, pararam novamente. Um dos grupos que havia permanecido no cume desceu logo depois e chegou a passar pelo local onde Roberto teria ficado, mas ele já não foi mais encontrado.
Em entrevista à RIC Record Paraná, Thayane Smith afirmou que errou ao seguir o percurso sem o amigo. “Esse foi meu erro. Eu conversei com a família e assumo meu erro. Eu sei que errei nisso de ter deixado ele ter vindo sem mim, mas tinham outras pessoas com ele. Não tinha como se perder. Não sei o que aconteceu”, declarou.
Operação de buscas
As buscas começaram ainda na tarde de quinta-feira (1º) e envolveram uma operação de grande complexidade devido à extensão da área, à mata fechada e ao relevo acidentado da Serra do Mar. Ao longo de cinco dias, mais de 100 bombeiros militares participaram da ação, com apoio diário de cerca de 300 voluntários e do Instituto Água e Terra (IAT).
Foram utilizados recursos como aeronaves com câmeras térmicas, além de um drone equipado com sensor térmico infravermelho, ampliando a área de varredura. “Foi um trabalho conjunto, com apoio de diversas instituições e voluntários, fundamental para o desfecho positivo da ocorrência”, destacou Ícaro Gabriel.
A Polícia Civil do Paraná investiga o caso e realizou oitivas com familiares e pessoas que também fizeram a trilha. Até o momento, a ocorrência é tratada como desaparecimento, sem indícios de crime.



