Sonia Fatima Moura, mãe de Eliza Samudio, divulgou um posicionamento público nesta terça-feira, (06), em reação a uma matéria publicada sobre o passaporte da filha, que ganhou grande repercussão nas redes sociais. Em um relato marcado por dor, exaustão emocional e indignação, ela critica a condução da reportagem e denuncia o que classifica como falta de sensibilidade, ética e responsabilidade profissional por parte de setores da imprensa.
Segundo o texto, Sonia afirma que a matéria deixou de investigar os fatos com seriedade e apresentou informações incompletas, com lacunas e contradições. Para ela, a forma como a história foi divulgada transforma uma tragédia pessoal em instrumento de audiência, agravando o sofrimento de uma família que convive com um luto permanente.
“Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma”, afirma no posicionamento. Ela relata que cada nova exposição da imagem de Eliza Samudio reabre feridas, intensifica a dor e reduz uma vida marcada por sonhos e história própria a uma “manchete fria”.
Sonia Fatima Moura também questiona a narrativa apresentada, dizendo não acreditar que os fatos tenham ocorrido de forma aleatória. De acordo com o texto, há perguntas sem respostas, pontos mal explicados e coincidências que, na avaliação dela, precisam ser esclarecidas. “Essas lacunas não são detalhes, elas pesam, machucam e gritam por esclarecimento”, destaca.
Ao final da manifestação, Sonia informa que opta, neste momento, pelo silêncio público como forma de preservar sua saúde emocional e a de sua família. No entanto, ressalta que irá cobrar das autoridades todas as respostas que ainda não foram dadas. “Essa é uma história marcada por muitas lacunas, e elas precisarão ser esclarecidas, porque minha filha merece respeito, verdade e justiça”, conclui.



