Scott Adams, cartunista norte-americano e criador dos quadrinhos Dilbert, morreu aos 68 anos em decorrência de um câncer de próstata. A morte foi anunciada por sua ex-esposa, Shelly Adams, em um vídeo publicado nas redes sociais.
A confirmação ocorreu durante a transmissão do programa Real Coffee with Scott Adams, apresentado pelo próprio artista. Em 2025, Adams havia tornado público o diagnóstico da doença, e Shelly informou que ele se encontrava sob cuidados paliativos nos últimos meses.
Scott Adams ganhou projeção internacional com Dilbert, série de quadrinhos que retratava de forma cômica e irônica o cotidiano de trabalhadores de escritório, satirizando a vida corporativa e aspectos da sociedade moderna. No auge da popularidade, as tirinhas foram publicadas em mais de 2 mil jornais ao redor do mundo e traduzidas para 25 idiomas, consolidando o autor como um dos nomes mais conhecidos dos quadrinhos contemporâneos.
Apesar do sucesso, a trajetória de Adams foi marcada por controvérsias nos últimos anos. Em 2023, diversos veículos de imprensa dos Estados Unidos deixaram de publicar Dilbert após declarações racistas feitas pelo cartunista em seu programa. Na ocasião, Adams afirmou que pessoas negras formariam um “grupo de ódio” e declarou que não ajudaria mais “negros americanos”.
Entre os jornais que interromperam a publicação das tirinhas estava o The Plain Dealer. À época, o editor Chris Quinn justificou a decisão afirmando que a medida estava alinhada aos princípios do veículo e da comunidade atendida. “Essa é uma decisão baseada nos princípios dessa organização de imprensa e a comunidade que nós servimos. Nós não somos a casa daqueles que se unem ao racismo. Nós certamente não queremos providenciá-los com suporte financeiro”, escreveu.
Scott Adams deixa um legado marcado tanto pela influência cultural de sua obra quanto pelas polêmicas que impactaram sua carreira nos últimos anos.



