O ano de 2026 não será apenas mais um ciclo de concursos públicos. Ele marca uma mudança estrutural no cenário dos certames no Brasil. A forma de analisar oportunidades está mudando e quem insistir apenas em quantidade de vagas no edital ou salário inicial tende a errar na estratégia.
Três fatores vão redesenhar o jogo. Número de inscritos, volume real de convocações e comportamento das notas de corte.
Após anos de excesso de candidatos ocasionais, impulsionados por pandemia, instabilidade econômica e concursos amplos, o cenário começa a se ajustar. Em 2026, a tendência é clara. Menos aventureiros e mais candidatos estratégicos. Isso reduz a concorrência qualificada e muda o patamar das notas de corte.
Outro elemento central é a necessidade real de pessoal. Diferente de ciclos anteriores, os concursos que ganham força agora não surgem por conveniência administrativa, mas por déficit estrutural de servidores.
Na área jurídica e administrativa, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região desponta como uma das principais oportunidades do Sul do país. O tribunal convive com déficit histórico de servidores e possui tradição de nomeações muito acima das vagas iniciais, o que torna o concurso estratégico para quem pensa no médio prazo.
Na segurança pública, os números são ainda mais expressivos.
A Polícia Penal do Rio Grande do Sul caminha para um cenário de até 6 mil vagas ao longo do ciclo, considerando reposições, aposentadorias e a própria expansão do sistema prisional. Não se trata de um concurso pontual, mas de uma recomposição estrutural do efetivo, com impacto direto no volume de nomeações.
Em Santa Catarina, a Polícia Militar de Santa Catarina já trabalha com a perspectiva de 500 vagas. É um concurso com perfil objetivo, alta previsibilidade e histórico consistente de chamadas, em um estado que mantém crescimento populacional constante e demanda permanente por reforço no policiamento.
No setor bancário, o cenário também mudou de forma relevante. O Banco do Brasil já zerou o cadastro reserva do último concurso. Esse dado, por si só, sinaliza a necessidade concreta de um novo ciclo de contratações. O BB mantém um padrão sólido de convocações, com aproveitamento integral dos aprovados e continuidade na reposição de pessoal.
O ponto central é simples. Os concursos de 2026 não vão premiar apenas quem estuda mais, mas principalmente quem escolhe melhor. Menos inscritos, vagas com necessidade real, histórico de chamadas e notas de corte mais previsíveis criam um ambiente raro e extremamente favorável para quem se antecipa.
Para aprofundar essa análise e mostrar, de forma prática, onde estão as melhores oportunidades e para qual perfil cada concurso faz mais sentido, haverá uma live na segunda feira às 10h, no YouTube do GG Concursos. O objetivo é apresentar o cenário completo de 2026 e ajudar o candidato a se posicionar com estratégia desde agora.
Os concursos vão mudar em 2026.
E quem entender isso antes vai largar na frente.



