A Justiça do Rio Grande do Sul autorizou a progressão para o regime aberto, com uso de tornozeleira eletrônica, de um assistente da banda condenado pelo incêndio da Boate Kiss, tragédia que deixou 242 mortos em janeiro de 2013, em Santa Maria. A decisão ocorre após o redimensionamento das penas determinado pelo Tribunal de Justiça do Estado.
O condenado era responsável por acionar o artefato pirotécnico durante o show da banda Gurizada Fandangueira. As faíscas atingiram a espuma acústica do teto da boate, provocando o fogo e a liberação de fumaça tóxica que se espalhou rapidamente pelo local, causando uma das maiores tragédias da história do país.
Com a progressão, ele deixa o regime semiaberto e passa a cumprir a pena em liberdade, monitorado eletronicamente, sem necessidade de recolhimento diário a estabelecimento prisional. A pena havia sido reduzida em decisão judicial recente, o que abriu caminho para o benefício.
A medida reacende o debate público sobre punição, Justiça e memória das vítimas. Enquanto familiares e sobreviventes seguem cobrando responsabilização à altura da tragédia, o Ministério Público mantém recursos para tentar reverter a redução das penas e restabelecer as condenações definidas pelo Tribunal do Júri.



