Hoje não se encerra apenas um ciclo administrativo com a ida para a reserva do atual comandante da Brigada Militar, sr. Cel Feoli.
Encerra-se uma jornada de 35 anos de entrega, disciplina e honra.
O coronel Feoli entra para a reserva remunerada da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, mas sua história não se aposenta. Ela permanece escrita na formação de cada policial que serviu sob sua orientação, em cada decisão tomada com firmeza, em cada ordem dada com responsabilidade.
Há uma diferença profunda entre comandar e liderar.
Comandar é ocupar um cargo.
Liderar é ocupar corações.
O comando é função.
A liderança é virtude.
O comando é temporário.
A liderança é permanente.
Ele exerceu o comando porque foi nomeado.
Mas liderou porque foi reconhecido.
Desde os tempos de tenente no POE do 11º BPM, sua tropa não o seguia por medo da hierarquia. Seguia por confiança. Confiança construída na técnica. No preparo. Na coragem serena de quem assume a linha de frente. Na coerência entre discurso e prática.
A verdadeira autoridade nunca esteve nos galões.
Esteve no exemplo.
Em 35 anos dedicados à segurança pública gaúcha, não foram apenas operações conduzidas ou estratégias definidas. Foram valores transmitidos. Foram homens e mulheres inspirados a serem melhores. Foi uma instituição fortalecida pelo caráter de quem a comandava.
Foi a abnegação em prol de estranhos, uma vez que a sociedade gaúcha recebia seu serviços dia a dia, assim como cada soldado na rua que dá sua vida para indivíduos que não conhece. Isso é Missão de Vida!
Seu pai, onde quer que esteja, certamente sente orgulho do homem que ele se tornou. Não apenas pelo posto alcançado, mas pela dignidade mantida. Não apenas pelo cargo ocupado, mas pela honra preservada. Pelos valores mantidos incólumes.
Há líderes que passam pela instituição.
E há líderes que deixam parte de si nela.
Ele deixou parte de si na Brigada Militar e na defesa da sociedade, mesmo que ela sequer compreende-se a sua existência.
Ele deixa uma cultura de responsabilidade.
De disciplina com humanidade.
De firmeza com equilíbrio.
De comando com liderança.
Hoje a farda muda de rotina.
Mas o legado permanece.
Porque o verdadeiro líder não é aquele que precisa do cargo para ser respeitado.
É aquele que, mesmo sem ele, continua sendo referência.
A Brigada Militar segue sua missão.
Mas segue mais forte porque teve homens como ele.
E isso não é apenas carreira.
É abnegação.
É vocação.
É serviço à sociedade gaúcha.
Alguns comandam pelo poder.
Outros lideram pelo exemplo.
Ele liderou.



