Com a repercussão do assassinato de João Alberto por seguranças de uma unidade do Carrefour em Porto Alegre, uma juíza foi às redes sociais na sexta-feira (20) relatar um outro caso de violência em uma loja da mesma rede no Rio de Janeiro.

“Uma mulher, negra, lésbica, pobre, dependente química, foi presa por supostamente furtar comida numa filial do Carrefour, no Rio. Ao chegar à audiência de custódia (que, na época, era realizada no prédio do Tribunal, no centro da cidade), vi que o médico que a examinou descreveu que ela estava com um curativo no ânus. Ela dizia que havia se machucado ao evacuar, algo assim. Só que a história real não era essa”, relatou.

Segundo a juíza, a vítima não queria revelar na audiência o motivo de estar ferida, mas foi convencida por sua companheira a compartilhar as violências que sofreu. “Enfim ela contou que foi flagrada furtando (uma relação de alimentos bem mais módica do que aquela apresentada na nota fiscal pelo mercado). Não era a primeira vez. Mas naquele dia, algo diferente e terrível aconteceu”, conta Cristiane. (Revista Fórum)