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A candidata do PDT à Prefeitura de Porto Alegre, Juliana Brizola, culpou o PT pela falta de união da esquerda em torno de uma candidatura única na capital gaúcha.

Em sabatina do UOL, em parceria com a Folha de S. Paulo, transmitida hoje, ela elogiou o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) e disse que o partido está focado em um projeto nacional.

Juliana Brizola reconheceu que era esperada uma unificação dos partidos de esquerda em Porto Alegre, mas afirmou que, infelizmente, não foi possível e disse que “o campo da esquerda é muito complicado”.

“Ocorre que o PDT vive um outro momento, faz mais de 16 anos que meu avô [Leonel Brizola] faleceu e nós ficamos muito tempo num limbo, andando para cá, andando para lá”, declarou ao colunista do UOL Leonardo Sakamoto e à jornalista da Folha Paula Sperb.

“Participamos de vários governos, mas com pouca identidade.” Juliana Brizola afirmou que, com a entrada de Ciro Gomes no PDT, o partido ‘se unificou’.

“Isso faz com que o partido também sinta a necessidade de apresentar candidaturas”, disse. Segundo ela, a estratégia seria para fortalecer o projeto nacional de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar na eleição presidencial de 2018.

Mesmo assim, a candidata não nega possível apoio a candidatas como Manuela D’Ávila (PCdoB) e Fernanda Melchionna (PSOL) em um eventual segundo turno.

Na última pesquisa Ibope, Manuela apareceu em primeiro lugar com 24% das intenções de voto. Juliana Brizola tinha 5%.

Ela disse que, pelo PDT, tiveram várias conversas com outros partidos, mas o ‘PT sempre quer figurar como protagonista’.

“Não estamos dispostos a apenas empurrar o caminhão”, disse. Ela ainda defendeu que o PT deveria dar ‘um passinho para trás’.

“A gente viu o que acabou acontecendo em 2018, é verdade, nós do PDT esperávamos um apoio do PT porque tínhamos pesquisas que mostravam que o Ciro poderia ganhar do [Jair] Bolsonaro, ao contrário do PT”, disse.

Pesquisa Ibope Prefeitura de Porto Alegre