Pantanal perde área alagada e está mais seco, aponta Mapbiomas – Porto Alegre 24 horas

Pantanal perde área alagada e está mais seco, aponta Mapbiomas

Em 32 anos, bioma saiu de 5,9 milhões de hectares de terras de inundação para 1,5 milhão em 2020
Foto: Dida Sampaio | Estadão Conteúdo

Compartilhe esta notícia

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on whatsapp

Em 1988, na primeira cheia analisada pelo Mapbiomas, o Pantanal tinha 5,9 milhões de hectares de terras alagadas. Em 2018 esse número caiu para 4,1 milhões de hectares. E em 2020: 1,5 milhão de hectares. Os dados são do Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil. Localizado na bacia hidrográfica do alto Paraguai, o Pantanal é uma das maiores extensões alagadas continuas do planeta.

Confira nossos perfis no Instagram, TwitterFacebook e Telegram e tenha acesso a todas nossas notícias.

Segundo o pesquisador Eduardo Rosa, o bioma tem sofrido com a diminuição de chuva nas cabeceiras dos rios que comandam o fluxo de inundação. “Esse ciclo de inundação garante um pouco da vida do Pantanal, de renovar a biodiversidade em termos de flora e tornar o ambiente mais sustentável, o ciclo do Pantanal é necessário para que ele permaneça com essa vegetação exuberante, que é o que conhecemos. Essa questão da seca e o aumento de incidências de queimadas preocupa muito.”

O fogo já atingiu 57% do Pantanal. Em 2020, foram mais de 2,3 milhões de hectares queimados. Perdendo apenas para o registro do ano de 1999 quando as queimadas se espalharam por 2,5 milhões de hectares. O estudo aponta também para o crescimento da atividade econômica na região pantaneira: um avanço de 261% entre 1985 e 2020. “A gente teve uma perda de 2,5 milhões de hectares de floresta e 2,3 milhões de hectares de savana, são áreas de vegetação natural que forma substituídas por áreas de pastagem e agricultura”, disse.

Segundo o pesquisador Eduardo Rosa, é preciso incentivo para conservação do solo, de forma que os proprietários consigam minimizar os impactos agrícolas. Assim como recuperação das áreas desmatadas, especialmente as que ficam às margens dos rios. (Jovem Pan)

Mais noticias do Porto Alegre 24 horas

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Políticas de privacidade