Em uma reunião virtual com o Fórum dos Governadores, na tarde desta terça-feira, 20, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou que irá incorporar a Coronavac, vacina desenvolvida em conjunto pelo Instituto Butantan e pela empresa chinesa Sinovac, no Programa Nacional de Imunizações. “O ministro Pazuello fez uma fala republicana e comprometida com uma política nacional de vacinação a ser disponibilizada para a população pelo SUS [Sistema Único de Saúde]”, disse à Jovem Pan um governador que participou da conversa. A expectativa do Ministério da Saúde é iniciar a vacinação contra o coronavírus em janeiro de 2021. Pazuello se reuniu virtualmente com os governadores após cancelar a sua agenda em virtude de um mal-estar.

Também nesta terça-feira, o Ministério da Saúde divulgou uma nota na qual afirma que a pasta assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da Coronavac. As doses serão distribuídas a todo o Brasil por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Somadas, as três vacinas – AstraZeneca, Covax e Butantan-Sinovac – representam 186 milhões de doses, a serem disponibilizadas ainda no primeiro semestre de 2021, já a partir de janeiro.

O anúncio feito por Pazuello ocorre na mesma semana em que o presidente Jair Bolsonaro rebateu a declaração dada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), segundo o qual a vacinação no estado será obrigatória, exceto para pessoas que possuem restrições médicas. “O meu ministro da Saúde já disse claramente que não será obrigatória esta vacina e ponto final”, disse Bolsonaro a apoiadores, nesta segunda-feira, 19. “Tem que ter comprovação científica. O país que está oferecendo essa vacina [China] tem que primeiro vacinar em massa os seus, depois oferecer para outros países”, acrescentou o presidente. (Jovem Pan)