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Milhares de pessoas, muitas sem máscara, já se aglomeravam desde às 6h da manhã desta quinta-feira (26) para acompanhar o velório de Diego Armando Maradona realizado na Casa Rosada, sede do governo na Argentina. O jogador de 60 anos morreu após uma parada cardiorrespiratória na quarta-feira (25).

A expectativa é que 1 milhão de pessoas passem pela sede do governo argentino para se despedir do ídolo, o que pode impactar o cenário epidemiológico da covid-19 por lá, segundo o infectologista Renato Kfouri, primeiro-secretário da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

A Argentina está entre os 10 países com maior número de infecções pelo coronavírus, com mais de 1,3 milhão de casos, segundo a Universidade Johns Hopkins.

O infectologista ressalta que aglomerações aumentam muito o risco de transmissão e, consequentemente, de incidência da covid-19. O efeito dessa situação, de acordo com ele, não se restringe a quem participa de eventos que reunem multidões.

“O impacto dessas aglomerações pode acontecer não só nesses indivíduos, geralmente são jovens que participam, mas também em grupo mais vulneráveis, que têm contato com esses jovens, como os idosos, e podem ser atingidos de modo mais grave pela doença”, afirma.

“Então, eles assumem o risco para si e de uma dinâmica social grande. A circulação do vírus não é descolada da questão social”, acrescenta.

O enterro será realizado à tarde, no Jardim da Paz, segundo seu porta-voz Sebastián Sanchi, mas o horário não foi divulgado para não causar um tumulto maior. (R7)