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A Argentina começou a aplicar as primeiras doses da vacina contra o coronavírus Sputnik-V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia da Rússia, na manhã desta terça-feira (29).

Os primeiros a receberem as doses foram uma enfermeira do Hospital San Martín, da cidade de La Plata, o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, e o vice-ministro da Saúde de Buenos Aires, Nicolás Kreplak.

“Hoje é o início do fim da pandemia na Argentina. Orgulhoso de ter dado meu braço”, disse Kicillof aos jornalistas após receber a Sputnik V.

Apesar dos dois políticos, as primeiras 300 mil doses do imunizante devem ser direcionadas apenas para os trabalhadores da saúde. Segundo o plano nacional, a maior parte desse primeiro lote, 123 mil doses, ficaram na província de Buenos Aires, sendo que 23,1 mil na capital argentina – já que a divisão foi feita de maneira proporcional à população.

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, havia informado que o acordo com a Rússia prevê a compra de 25 milhões de doses do imunizante e que a meta é que “até a chegada do outono, nós tenhamos a maior parte da população de risco vacinada”.

Além da Argentina, México, Chile e Costa Rica já iniciaram a vacinar suas populações na América Latina. Mas, nesses casos, o imunizante usado foi o BNT 162b, desenvolvido pela farmacêutica Pfizer e pelo laboratório alemão BioNTech. (Sul21)