A Jamaica está ficando sem maconha – Porto Alegre 24 horas
Foto: Freepik

A Jamaica está ficando sem maconha

Tempestades, secas e a Covid-19 são as responsáveis pela maior crise canábica da história do país caribenho

Compartilhe esta notícia

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on whatsapp

Revista Fórum
Chuvas fortes seguidas de estiagens prolongadas, aumento do consumo local e uma queda no número de produtores de maconha estão causando uma escassez no mercado de cannabis na Jamaica que é liberada para uso religioso e controlada no uso recreativo e comercial.

Triston Thompson, um produtor e head-hunter de oportunidades canábicas, disse à Associated Press que se trata de uma “vergonha cultural”. Thompson é o gerente da Tacaya, consultoria para a indústria da maconha que foi recentemente legalizada no país caribenho.

De acordo com a reportagem da AP, fortes chuvas durante a temporada de furacões do ano passado atingiram de maneira drástica os campos onde ficam as plantações de maconha e, posteriormente, estes mesmos lugares foram queimados pela seca que seguiu, o que causou prejuízo de milhares de dólares aos produtores locais.

Daneyel Borza, um agricultor do sudoeste da Jamaica, declarou as tempestades seguidas da seca “destruiu tudo”. Bozra é um produtor da vila histórica chamada Accompong, que foi fundada por escravos fugidos do século 18 conhecidos como Maroons.

Além das tempestades e da seca, veio a pandemia com as suas restrições de circulação somado ao toque de recolher imposto no país: depois da 18h ninguém pode se locomover.

O horário do toque de recolher afetou muito os agricultores, pois, a maioria vai e volta a pé do trabalho, o que leva muito tempo e a maioria não conseguiria cumprir os horários de restrições da pandemia.

Kenrick Wallace, que também trabalha na região de Accompong, estima que o prejuízo dele e de outros produtores esteja na casa de US$ 18 mil.

Todavia, com o afrouxamento do lockdown e com a liberação do turismo, o consumo retomou a patamares pré-pandemia, porém, as plantações ainda não se recuperaram.

“Nunca tivemos tantas perdas. É algo tão ridículo que a maconha esteja escassa na Jamaica”, lamenta Thompson.
Os produtores entrevistados pela AP consideram essa a pior crise de canabis na história do país.

Os turistas também perceberam a escassez de maconha, que tornou o produto mais caro.

A legislação sobre a cannabis na Jamaica

Ainda que historicamente associada a maconha, ao reggae e a religião Rastafari, o governo jamaicano regulamentou a venda da maconha medicinal, descriminalizou o porte de pequenas quantias e regulamentou a indústria apenas em 2015.

De acordo com a atual legislação da Jamaica, quem for apanhado com 56 gramas de maconha ou menos devem pagar uma multa, mas não serão fichados ou processados.

Além disso, a lei sobre a maconha jamaicana permite que os cidadãos cultivem até cinco pés de maconha. A única exceção da lei para os Rastafáris, que estão legalmente autorizados a fumar maconha para fins religiosos.

Com informações da AP.

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Políticas de privacidade