Foto: Nacho Doce | Reuters

Sem-teto achado morto em Milão tinha R$ 644 mil no banco

Homem de 75 anos era dono de uma casa na Calábria, recebia dinheiro do governo alemão além de dinheiro em ações

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Um morador de rua encontrado morto em Milão, no norte da Itália, tinha mais de 100 mil euros, cerca de R$ 644 mil, em uma conta bancária e 19 mil euros, ou R$ 122 mil, em títulos acionários.

Umberto Quintino Diaco, 75 anos, foi encontrado sem vida na última quinta-feira (28), em uma cabana improvisada com papelão na estação ferroviária de Porta Garibaldi, na capital da Lombardia.

A autópsia apontou que Diaco pode ter morrido de frio e patologias pré-existentes, mas as investigações da polícia descobriram um patrimônio incompatível com a condição em que ele vivia.

Além do dinheiro no banco e em ações, Diaco recebia uma aposentadoria de 750 euros, quase R$ 5 mil, em Munique, na Alemanha, e tinha uma casa na região da Calábria, na Itália, e dois furgões com apólices de seguro pagas.

O sem-teto também carregava consigo 1.235 euros em dinheiro vivo. Em entrevista ao jornal Corriere della Sera, a irmã mais velha de Diaco, Chiarina, contou que ele havia fugido de casa quando tinha 17 anos. “Procuramos por ele, que nunca se deixou encontrar”, disse.

Chiarina esteve em Milão para cuidar dos trâmites relativos ao corpo e recuperar os poucos pertences pessoais do irmão. Caso Diaco não tenha deixado herdeiros, a irmã ficará com seus bens.

Segundo a polícia, o sem-teto retirava seus rendimentos através de uma caixa-postal no serviço de atendimento da Cáritas em Milão. “Ele nunca pediu dinheiro nem aceitou comida”, relatou ao Corriere um voluntário da organização beneficente.

De acordo com Chiarina, a família conseguiu descobrir durante o período de ausência de seu irmão que ele trabalhou no setor de construção civil na Alemanha e teria passado também pela Suíça.

Mais tarde, ela ficou sabendo que Diaco frequentava a Cáritas de Milão e tentou entrar em contato, mas ele sempre recusou. “Entendi que ele havia escolhido aquela vida, mas nunca deixamos de procurá-lo”, disse. (R7)