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Autoridades do Egito decidiram que não irão liberar o navio Ever Given até que uma multa de US$ 1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) seja paga como compensação pelos danos causados durante o bloqueio do Canal de Suez.

O cargueiro de quase 400 metros está atualmente ancorado no chamado Grande Lago Amargo, situado entre o sul e o norte do Canal de Suez, que ficou bloqueado por seis dias, no fim de março, depois que a embarcação encalhou em uma das rotas mais importantes para o comércio internacional.

“O navio permanecerá aqui até que uma investigação seja concluída e a indenização seja paga”, disse o presidente da Autoridade do Canal de Suez, Osama Rabie. “Esperamos um acordo rápido. No momento em que concordarem com a compensação, o navio poderá se mover”, acrescentou.

Em relação ao valor da indenização, Rabie disse que “são calculados os danos e perdas e quanto as máquinas de dragagem consumiram”. Também são calculadas as perdas de taxas de uso do canal depois que diversos outros navios desviaram a rota, dando a volta pela África do Sul. Além disso, há os danos causados à hidrovia durante a drenagem, os esforços de retirada do cargueiro e os custos com equipamentos e materiais.

A Shoei Kisen, empresa japonesa dona do Ever Given, informou que não recebeu até o momento nenhuma reclamação oficial ou ação legal pelo bloqueio causado pela embarcação, mas reconheceu que está em “negociações” com a autoridade do canal.

Uma investigação visa obter mais pistas sobre como o Ever Given acabou encalhado na margem do canal. A causa inicial foi atribuída a ventos fortes, mas agora investigadores devem verificar se houve erros técnicos ou humanos.

O Sul