O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (5) em queda e foi negociado a R$ 5,40, atingindo o menor valor em cerca de 25 dias. O movimento ocorreu em meio à repercussão internacional da invasão da Venezuela por forças dos Estados Unidos, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.
Apesar de ter iniciado o pregão em alta, chegando a ser cotado acima de R$ 5,45 durante a manhã, a moeda norte-americana perdeu força ao longo do dia e fechou com recuo de 0,84% frente ao real. A queda refletiu um ajuste do mercado diante da leitura de menor risco para países emergentes.
No mercado acionário, o desempenho foi positivo. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subiu 0,83%, aproximando-se dos 162 mil pontos, nível mais elevado desde meados de dezembro. A valorização foi puxada principalmente por ações do setor bancário e de empresas ligadas à mineração.
Influência do cenário internacional
O noticiário geopolítico teve papel central no comportamento dos mercados. Embora a ação militar na Venezuela tenha provocado tensão inicial, investidores passaram a considerar possíveis impactos econômicos positivos no médio prazo, especialmente no setor de energia.
A expectativa é de que uma eventual normalização da situação política venezuelana permita o aumento da produção e da exportação de petróleo, ampliando a oferta global e reduzindo pressões inflacionárias internacionais. Esse cenário pode abrir espaço para cortes de juros nos Estados Unidos, o que tende a favorecer moedas e ativos de países emergentes.
Perspectivas para o câmbio
Especialistas ressaltam que, apesar da queda do dólar, o ambiente externo permanece instável e sujeito a novos desdobramentos políticos e econômicos. Ainda assim, o dia foi marcado por maior apetite ao risco, fortalecendo o real e sustentando a valorização da Bolsa brasileira.



