Uma organização não governamental venezuelana informou nesta sexta-feira (9) que apenas 10 detentos foram libertados das prisões do país após o anúncio do governo interino de Caracas, liderado por Delcy Rodríguez. A informação foi divulgada pela ONG Justiça, Encontro e Perdão, que destacou que a expectativa inicial era de que cerca de mil presos pudessem ser beneficiados pela medida, número que até agora está muito abaixo do esperado.
Representantes de direitos humanos criticaram a falta de uma lista oficial com os nomes dos libertados. Outros ativistas acreditam que o processo de soltura será gradual, com mais liberdades ao longo do fim de semana. Mesmo assim, sem dados concretos divulgados oficialmente, o ritmo e o alcance das liberações continuam incertos.
Quem foram os libertados
Entre os poucos que conquistaram a liberdade estão a advogada e ativista dissidente Rocío San Miguel, que já seguiu para Madri, além de outros quatro cidadãos espanhóis, segundo informações de autoridades espanholas.
Também saíram em liberdade o ex-candidato presidencial de centro-esquerda Enrique Márquez e o jornalista ítalo-venezuelano Biagio Pilieri, conhecido apoiador de María Corina Machado.
O vice-primeiro-ministro da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, disse em redes sociais que conversou por telefone com Pilieri, informou que ele está bem e sendo assistido pela missão diplomática italiana em Caracas, e descreveu a libertação como “uma vitória diplomática”.
Liberações adicionais ainda aguardadas
Ainda não há confirmação oficial sobre a soltura de outros detentos, como o trabalhador humanitário italiano Alberto Trentini, que estava detido na prisão de El Rodeo I há mais de um ano.
Enquanto isso, centenas de familiares e ativistas permanecem em vigília nos portões de várias prisões venezuelanas, na esperança de notícias sobre entes queridos que continuam detidos.



