O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado (28) que há “muitos indícios” de que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, “não existe mais”, após ataques conjuntos realizados por Israel e Estados Unidos contra alvos iranianos. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Netanyahu declarou que o complexo do líder iraniano foi destruído e que integrantes do alto escalão do regime também foram eliminados. Segundo ele, a ofensiva deve continuar nos próximos dias, com novos alvos ligados ao programa nuclear e à Guarda Revolucionária.
A operação militar foi confirmada pela Força Aérea Israelense, que informou ter atingido mais de 500 alvos no Irã, com a participação de cerca de 200 aeronaves. Israel classificou a ação como o maior sobrevoo militar da história do país. De acordo com agências internacionais, os ataques deixaram ao menos 201 mortos e 747 feridos em 24 das 31 províncias iranianas. A mídia estatal iraniana relatou que áreas residenciais e uma escola de meninas foram atingidas, com dezenas de vítimas.
Apesar das declarações israelenses, o governo iraniano contestou as informações. Pouco após a ofensiva, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que Khamenei estava bem e que autoridades do regime permaneciam em segurança. Veículos da imprensa israelense chegaram a noticiar que imagens do suposto corpo do líder teriam sido vistas por Netanyahu, mas não houve confirmação independente até o momento.
A escalada ocorre dois dias após uma rodada de negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. Em resposta aos ataques, o Irã lançou mísseis contra bases militares americanas em sete países do Oriente Médio. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu cessar-fogo imediato, enquanto diversos países, incluindo o Brasil, condenaram a ofensiva. Caso a morte de Khamenei seja confirmada, um novo líder supremo deverá ser escolhido pela Assembleia dos Peritos, composta por 88 clérigos xiitas.



