App que permite que todo cidadão seja um “agente de trânsito” faz sucesso

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Um mês após ser lançado em Porto Alegre (22/03/2017), o aplicativo Capester, já bateu a marca de 4 mil downloads. Disponível nas plataformas iOS e Android, o app permite que todo cidadão seja um “agente de trânsito” em Porto Alegre. O objetivo é usar a tecnologia para educar e sensibilizar os infratores que, pelas má prática, acabam prejudicando muito a mobilidade urbana.

Parceria entre a Prefeitura de Porto Alegre com a empresa israelense Capester, o projeto piloto já tem resultados muito positivos: 4012 downloads; 468 vídeos enviados por cidadãos; 107 vídeos passaram pelo filtro de inteligência artificial do sistema; 86 vídeos foram validados pela EPTC; e 86 cartas de notificação (ou seja, educativas) foram enviadas aos infratores. E isso é apenas o começo!

Para o prefeito Nelson Marchezan Júnior, o momento que a cidade vive exige a participação de todos, seja para superar a crise financeira, seja para melhorar os serviços prestados no dia a dia. “Nós queremos uma cidade melhor, mais segura para as pessoas, com mais qualidade de vida. E só vamos conquistar isso com a participação de todos. O Capester é uma forma de os cidadãos registrarem oficialmente aquilo que está errado e nos ajudar a melhorar a nossa Capital, nos ajudar a avançar”, disse Marchezan.

Como funciona?
Os usuários podem fazer o registro de vídeos, de forma anônima, de infrações de trânsito, sem a necessidade de cadastro. A partir daí, o sistema Capester envia as denúncias à EPTC. Depois de uma avaliação criteriosa e da validação do vídeo, uma correspondência é enviada ao condutor do veículo alertando sobre a infração. Ele é multado? Não. Neste primeiro momento, o Capester e a Prefeitura querem sensibilizar as pessoas, educá-las, fazer com que entendam que uma simples postura errada pode atrapalhar o trânsito e prejudicar centenas de pessoas.

“Nós queremos trabalhar com a conscientização das pessoas. Não se muda uma rotina ou velhas práticas se as pessoas não entenderem o que estão fazendo, como estão prejudicando umas às outras. Aqueles 5 minutinhos ocupando a vaga de uma pessoa deficiente física pode representar muito para quem precisa daquela vaga para ter a liberdade de ir e vir”, lembra Omar Tellez, representante da Capester.

A notificação é uma multa?
Não! O documento enviado pela EPTC para os infratores não tem poder de multa e não gera cobrança. O que se quer é conscientizar os motoristas. Essa conscientização, o respeito às regras e às leis pode salvar vidas. Portanto, não se trata de uma medida para aumentar arrecadação ou para fazer o serviço dos “azuizinhos”. Esta é uma ação colaborativa e que tem como objetivo melhorar a convivência de todos que vivem em Porto Alegre. Cidadãos conscientes de seus direitos e deveres fazem uma cidade melhor para todos.

Respostas
Algumas pessoas que receberam em suas casas a notificação da EPTC responderam. Entre os relatos, um senhor afirmou que a carta  educativa gerou nele uma sensação de vergonha e certeza de que não mais estacionará em cima da calçada, mesmo que por 5 minutinhos; “Dói mais na consciência. Essa atitude realmente educa mais do que se fosse multado. Isso se chama educar”, elogiou o motorista. Já uma mãe, que cometeu uma infração ao levar os filhos para escola, pediu mais segurança no entorno, mas também comprometeu-se a seguir as regras, afinal, estava dando mal exemplo aos filhos. Esse é o espírito: ganhar as pessoas pelas ideias, pelo comportamento, pelo sentimento de coletivo e colaborativo.

Capester
Em 2015, a Capester começou a operar em várias cidades em Israel e também concentra atividades na Colômbia. No Brasil, pelo perfil de cidade inteligente e voltada para a inovação, Porto Alegre foi escolhida para testar de forma experimental o aplicativo por um período de 90 dias. (PMPA)