Projeto no Presídio Central busca artistas para ‘mutirão de grafite’

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O projeto Direito no Cárcere, que trabalha com a ressocialização de apenados dentro do antigo Presídio Central, atual Cadeia Pública de Porto Alegre, abriu a segunda edição de seu “mutirão de grafite”. A ideia da iniciativa é “revitalizar o espaço dando cores que mexem com o imaginário das pessoas, levando para outros pensamentos”.

A primeira edição foi realizada em 2013 e reuniu mais de 17 voluntários, com apoio da Secretaria de Juventude de Porto Alegre. Como o projeto se sustenta unicamente através de doações, desta vez, além da chamada por artistas, os organizadores também pedem doações de materiais para as pinturas com spray e tintas.

“Geralmente quem não tem visita passa grande parte do tempo no pátio, para que os demais integrantes possam ocupar os espaços e ter um pouco de privacidade com pais, filhos, tios e principalmente, mães e esposas, que vão levar uma mensagem de apoio e suporte para conseguir ter força e superar essa etapa”, explica Carmela Grune, coordenadora do Direito no Cárcere. A ideia é que o pátio passa ser um espaço criativo e revitalizado para essas pessoas.

Segundo Carmela, os temas das imagens são discutidos pelo grupo do Direito e artistas. “Após reunir o grupo de artistas geralmente conversamos para pensar nas ideias que cada um teve de modo a criar algo que integre pensamentos”, diz ela. A edição de 2013 acabou sendo retratada em um documentário disponível online. Agora, o grupo pretende angariar doações para que essa segunda edição também possa virar filme.

Para mais informações sobre o Mutirão de Grafite – Luz no Cárcere, através do contato: [email protected] (Sul 21)