Siga o Porto Alegre 24 Horas no Google News Entre no grupo do Whatsapp





Um homem foi preso no estado norte-americano do Novo México sob a acusação de bater na namorada e ameaçar matá-la após Alexa, a assistente pessoal da Amazon, chamar a polícia, segundo informou o jornal NY Post. O caso ocorreu no começo de julho em Tijeras, cidade próxima a Albuquerque.

Eduardo Barros, de 28 anos, discutia com sua namorada, bravo por achar que ela o estava traindo. Após sacar uma arma, ele falou, referindo-se aos policiais.

A questão foi entendida como uma ordem pela Alexa, que ligou para os oficiais. A assistente pessoal é uma plataforma de inteligência artificial que roda nos eletrônicos da Amazon, como o Echo, uma caixinha de som que executa ordens após receber comandos de voz. Google, como Google Home, e Apple, com o recém lançado HomePod, também disputam para levar às casas das pessoas aparelhinhos similares.

Segundo Felicia Romero, a delegada-assistente do condado de Bernallilo, não é possível saber qual dos aparelhos da Amazon fez a ligação. Apenas que a chamada para o 911 foi feita por Alexa e efetuada por um número da casa onde a agressão ocorreu.

De acordo com o boletim de ocorrência obtido pelo “NY Post”, Barros ficou ainda mais nervoso quando percebeu que a polícia estava ligando para o celular de sua namorada. A partir daí, ele a jogou no chão e deu, pelo menos, uma dezena de chutes no rosto e estômago dela. De acordo com o relato da vítima à polícia, Barros ficou nervoso por já ter passado pela prisão.




Uma equipe da Swat, as forças especiais da polícia, foi enviada ao local, que teve de negociar com Barros para que se entregasse e libertasse a namorada e a filha dela. Além das agressão, ele terá ainda de responder por porte de arma de fogo e por ter feito as duas reféns.

Privacidade

Existem preocupações sobre o acesso que o Echo tem a conversas privadas em casa, ou a outras indicações não-verbais que podem identificar quem está presente no lar e que não se baseia em sinais sonoros, como a programação de rádio/televisão. Amazon responde a essas preocupações, afirmando que o Echo só inicia streaming das gravações de casa, quando o usuário ativa o dispositivo com a palavra “acordar”. Esta é uma restrição superficial que a Amazon impôs sobre si mesmo. O dispositivo é tecnicamente capaz de transmitir gravações de voz em todos os momentos. Além disso, o Echo estará sempre monitorando para detetar a palavra “acordar”.

O Echo usa gravações de voz passadas ​​que o usuário enviou para o serviço de nuvem, para melhorar a resposta às questões futuras. Para fazer face a preocupações com a privacidade, o usuário pode apagar gravações de voz que estão atualmente associadas à sua conta, mas fazer isso pode degradar a experiência da busca por voz. Para eliminar essas gravações, o usuário pode visitar o Gerir o meu equipamento na página Amazon.com ou contatar na Amazon o serviço de apoio ao cliente.

O Echo determina a sua localização na casa do usuário pelo conjunto de redes detetadas, incluindo roteadores Wi-Fi, a intensidade do sinal desses roteadores, o tipo de segurança dos roteadores, e as informações de registro fornecidas pela operadora de banda larga destes dispositivos. A Amazon, aplicativos terceiros e sites utilizam informações de localização para fornecer serviços baseados na localização e armazenam essas informações para fornecer serviços de voz, o aplicativo Mapas, localizar o seu dispositivo, e para monitorar o desempenho e precisão de serviços de localização. Por exemplo, os serviços de voz do Echo utilizam a localização do usuário para responder às solicitações de restaurantes ou lojas. Da mesma forma, o dispositivo usa a localização do usuário para processar os pedidos relacionados com mapeamento do usuário e melhorar a experiência do Mapas. Todas as informações coletadas estão sujeitas à Política de Privacidade da Amazon.com.