Moradores denunciam falta de médicos e caos no atendimento do postão da Cruzeiro – Porto Alegre 24 horas

Moradores denunciam falta de médicos e caos no atendimento do postão da Cruzeiro

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Por: Marco Weissheimer / Sul 21 – A Associação de Moradores e Amigos da Moab Caldas (Amamoc) promoveu na tarde desta segunda-feira (31), em Porto Alegre, um protesto em frente ao Posto de Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul contra a falta de médicos na unidade e a demora no atendimento à população que, segundo os moradores, pode chegar a oito horas. Segundo Lídio Santos, integrante da associação, o problema vem desde o final do governo de José Fortunati e início da administração Nelson Marchezan, período no qual o programa Mais Médicos começou a ser desmontado.

“Depois que retiraram os médicos do programa daqui o problema aumentou muito. Antigamente, em menos de uma hora tu era atendido aqui. Agora, se tu chega aqui às 8h vai ser atendido às três ou quatro horas da tarde. Está faltando pediatra, traumatologista e clínico geral. A essa hora já não tem mais”, disse Santos no início do protesto, por volta das 16h30.

Waldir Bohn Gass, integrante da coordenação do Conselho Distrital de Saúde da região Glória, Cruzeiro e Cristal, lembrou que há um projeto de reforma do posto de saúde que está se arrastando há 12 anos. “Além da falta de médicos, há problemas de estrutura. A nossa prioridade é resolver os problemas da atenção básica. A segunda prioridade do Conselho Distrital é a questão da emergência do postão. Há muitas pessoas que ficam esperando atendimento sentadas ou deitadas no chão”, relatou Bohn Gass. Lídio Santos definiu a situação do Posto de Pronto Atendimento da Cruzeiro como caótica. “A estrutura é mínima. O banheiro é um lixo. O postão da Cruzeiro está atirado e o prefeito não esteve aqui ainda”.



“Depois da retirada do Mais Médicos, a situação piorou muito. As esperas para atendimentos chegam a demorar de seis a oito horas”, acrescentou Angélica Cunha, também integrante da Amamoc. No momento do protesto, o saguão de entrada do postão da Cruzeiro estava completamente lotado. Do lado de fora, algumas pessoas aguardavam atendimento sentadas ou mesmo deitadas no chão. Integrantes da Guarda Municipal proibiram a entrada de jornalistas e o registro de imagens dentro do posto superlotado com moradores da região aguardando atendimento.

Do lado de fora, moradores colocaram faixas no muro de entrada do estabelecimento, distribuíram panfletos e, com o apoio de um carro de som do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), começaram a falar sobre a situação de precariedade vivida na unidade. O Movimento Famílias na Luta pela Educação também apoiou a manifestação.

Diretor geral do Simpa, Jonas Tarcísio Reis disse que a fila formada naquele momento na entrada do posto tinha nome. “Ela se chama Nelson Marchezan Júnior, um prefeito que não olha para a população pobre da cidade. Se formos agora na farmácia do posto veremos que nem metade da lista de medicamentos está disponível para a população. Isso é resultado das escolhas dessa administração que, logo de saída, retirou R$ 136 milhões da Saúde”. O diretor do Simpa afirmou também que a Prefeitura não está contratando funcionários para substituir os servidores que estão de licença ou se aposentando, e está acabando com os Núcleos de Apoio à Saúde da Família.

Nesta terça-feira, o Sindicato dos Municipários promoverá, a partir das 16h, um protesto em frente ao prédio da Prefeitura para denunciar o parcelamento dos salários dos servidores e a retirada de direitos dos setores mais pobres da população de Porto Alegre.



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