Sindicatos fazem operação padrão no Rio Grande do Sul – Porto Alegre 24 horas

Sindicatos fazem operação padrão no Rio Grande do Sul

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Em razão do parcelamento de salários efetuado pelo Governo do Estado, sindicatos ligados a servidores da Segurança Pública voltaram a protestar. Chamada de Operação Padrão, o movimento, realizado pela Polícia Civil e pela Superintendência dos Serviços Penitenciários, visa atender apenas serviços previstos em normas. Na Polícia Civil, o protesto vai acarretar no não-cumprimento de horas extras e operações fora do horário de serviço. Além disto, o presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul, Isaac Ortiz, afirma que ocorrências não-criminais também não serão atendidas pelos policiais. “Todas as operações, tanto planejamento como investigação, são feitas fora de horário. Com certeza teremos uma paralisia nas atividades ou operações da Polícia Civil”, explica Ortiz, que completa: “Tem um sistema que existe na polícia que consiste em atingir metas. Mas como você pode atingir metas se você não pagar salários em dia, não paga promoções e corta aposentadoria?”

Em relação a Polícia Militar, a adesão da classe ainda não foi definida. Segundo Solis Paim, vice-presidente da ABAMF, associação representante dos policiais militares do Rio Grande do Sul, nenhuma decisão será tomada antes do próximo dia 15, data em que uma assembleia geral está marcada para acontecer. Já Amapergs Sindicato, que representa os agentes penitenciários, afirma que 60% das atividades da Susepe serão afetadas com a operação. Escoltas sem o número mínimo de agentes previsto em norma não serão realizadas. De acordo com Flávio Berneira, presidente do órgão, a tentativa não é mudar o quadro e sim, protestar diante da situação. “Na verdade os protestos são para mostrar nossa indignação, não temos expectativa de que vai reverter esse quadro. A nossa ideia é retomar a operação padrão que já fizemos outras vezes, e isso vai implicar na suspensão de uma série de atividades porque os servidores da Susepe trabalham em situações adversas”, salienta Berneira.



Não é só o setor da segurança pública que é afetado pela mobilização dos servidores. O Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul afirma que os docentes devem entrar em greve. Uma paralisação está marcada para acontecer nesta terça-feira, em frente ao Palácio Piratini. A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schurer, ressalta que o ato será a resposta dos educadores a mais uma parcela dos salários: “Vamos definir a resposta para o Governo. Vamos deflagrar a greve pra que o governador respeite os profissionais”.

A orientação é de que os educadores expliquem aos estudantes os motivos de paralisação. Nesta segunda-feira, a Secretaria Estadual da Fazenda creditou R$ 650 na conta do funcionalismo. (Band RS)



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