Sonho da casa própria se realiza para moradores de vila de Porto Alegre – Porto Alegre 24 horas

Sonho da casa própria se realiza para moradores de vila de Porto Alegre

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Gabriele, filha do autônomo Juarez dos Santos, nem tinha nascido quando, em 1996, ele foi morar em uma casa simples da Vila Operária com a esposa, a costureira Enedina. Desde que entraram com o pedido de usucapião da área, na zona Nordeste da cidade, enfrentaram muitas idas e vindas na Justiça. Ao longo do tempo, muitas pessoas desistiram. Juarez não. Ao contrário. Ele tornou-se líder daquela comunidade, e quando a filha Gabriele já está com 21 anos, irá receber nesta quinta-feira, 13, o documento com o qual tanto sonhou. “Foi uma longa batalha que resultou em vitória”, afirma Juarez, para quem a união dos moradores foi fundamental na obtenção dos títulos de propriedade. Juarez, um homem simples e batalhador, é também presidente da Associação dos Moradores da Vila Operária.

Situação semelhante vive o aposentado Soel Pureza, de 63 anos, um dos mais antigos moradores da Vila Operária. Ele conta que quando chegou ao local era, praticamente, “um guri, com 21 anos de idade, vindo do Interior do Estado em busca de uma vida melhor na Capital”. Ali, ele construiu a sua casa onde criou os três filhos que já lhe deram cinco netos. “Estamos muito felizes”, concluiu.




Estes dois personagens reais irão receber, com mais 96 moradores da Vila Operária, o título de propriedade dos imóveis que adquiriram há 30, 40 e até 50 anos. A cerimônia de entrega ocorre às 17h, na Associação dos Moradores do Passo das Pedras (rua Aurora do Amaral Lisboa, 209), e contará com a presença do prefeito Nelson Marchezan Júnior.

Usucapião – A entrega das matrículas individuais é o resultado de uma ação de usucapião coletiva ajuizada pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) em favor dos moradores no ano de 2002. Noventa e oito matrículas foram expedidas. No caso da Vila Operária, a Justiça reconheceu a posse mansa, pacífica, antiga e de boa-fé e atribuiu o direito à propriedade aos moradores em 2012. Tanto a tramitação judicial quanto a cartorial são procedimentos complexos e lentos. (PMPA)



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