Cientistas alertam: talvez seja a hora de parar de destruir a Terra

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Mais de 15 mil cientistas de 184 nações assinaram uma carta aberta para a humanidade, educadamente pedindo aos seus companheiros primatas bípedes que parem de destruir o planeta, se não for muito incomodo.

“Alerta dos Cientistas do Mundo para a Humanidade: Um Segundo Aviso” é, como sugere o nome, a sequência de um aviso semelhante ao emitido em 1992. Aparentemente cientistas estão há algum tempo preocupados com a destruição da bioesfera da Terra! O primeiro aviso observou que a civilização humana e o mundo natural estavam em uma “rota de colisão”. “Estávamos diminuindo o número de peixes do mar, destruindo florestas tropicais, liberando dióxido de carbono na atmosfera e, acima de tudo, adulterando a independência da cadeia alimentar do planeta”.




Infelizmente, parece que continuamos a fazer essas coisas.

“Desde 1992, com a exceção de estabilizar a camada de ozônio da estratosfera, a humanidade falhou ao progredir na solução de desafios ambientais previsíveis, e de forma alarmante, a maioria deles têm ficado cada vez pior”, escrevem os cientistas.

“Em breve será muito tarde para mudar a rota deste trajeto, e o tempo está se esgotando”, dizem os autores da carta, claramente mais preocupados que o restante da humanidade.

“A humanidade recebe agora um segundo aviso”.

Os avisos dos cientistas evoluíram com o tempo. Enquanto em 1992 a carta focava na redução da camada de ozônio estratosférica, o consumo exacerbado de recursos naturais e o crescimento demográfico descontrolado, a revisão de 2017 dá mais ênfase na “atual tendência de uma potencial mudança climática catastrófica”, e o fato que estamos nos estágios iniciais de uma sexta extinção em massa “em que muitas atuais formas de vida podem ser aniquiladas ou pelo menos extintas até o fim deste século”.

Abaixo seguem alguns exemplos de como o planeta mudou desde o primeiro alerta em 1992:

• Recursos per capita de água potável declinaram em 25%

• O número de áreas mortas nos oceanos subiu em 75%

• Cerca de 300 milhões de hectares de florestas foram destruídos em todo o mundo



• O número total de dióxido de carbono perigosos para o clima cresceu de 20 bilhões de toneladas para aproximadamente 40 bilhões
Mas nem tudo é tão ruim. Os cientistas apontam que a taxa em que estamos destruindo florestas tem diminuído em algumas partes do mundo. Além disso, o setor de energia renovável tem prosperado. E temos feito um bom trabalho em diminuir o buraco na camada de ozônio desde os anos 1990. Inclusive, desde a implementação do Protocolo de Montreal, que baniu clorofluorcarbonetos, o buraco tem se restaurado. Bom trabalho, humanos.



Para evitar um apocalipse ecológico, os autores dizem que precisamos insistir que nossos governos tomem partido. Uma “onda popular de esforços organizados” é necessária para convencer os lideres do mundo a preservar e restaurar nossas áreas selvagens, reduzir a desigualdade econômica e promover a energia limpa. Mas dá para imaginar porque eles acham que nossos lideres não estão tomando alguma atitude.

Individualmente, todos nós podemos salvar o planeta tendo menos filhos, comendo menos hambúrgueres e tentando não juntar muito lixo.