Obras inacabadas da Terceira Perimetral provocam engarrafamentos e transtornos – Porto Alegre 24 horas

Obras inacabadas da Terceira Perimetral provocam engarrafamentos e transtornos

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Local de trânsito intenso diariamente, a Terceira Perimetral de Porto Alegre, uma das principais vias arteriais de ligação entre as zonas Norte e Sul de Porto Alegre, ainda precisa respirar. Com previsão de serem inauguradas para a Copa do Mundo de 2014, duas trincheiras foram abertas cortando a avenida e, ainda não concluídas, causam engarrafamentos e uma série de transtornos. Localizados nas avenidas Cristóvão Colombo e Anita Garibaldi, os empreendimentos ainda não têm previsão de término.

A trincheira da Anita, de certa forma, esconde um pouco do que representa o atraso das chamadas obras da Copa. Com 210 metros de comprimento e um investimento de R$ 13,4 milhões, a obra foi oficialmente inaugurada pelo ex-prefeito José Fortunati em setembro de 2016. Na época, no entanto, não foram abertas as alças no sentido bairro-centro. Mais de um ano depois, uma das alças permanece fechada. O local está bloqueado e virou um estacionamento improvisado para algumas motocicletas.




Na Cristóvão Colombo, no entanto, a situação é bem mais crítica. Tanto a faixa central da trincheira, que passa por baixo da avenida Carlos Gomes, quanto as faixas laterais, no sentido bairro-centro, estão visivelmente inacabadas. Diversos entulhos de obras se acumulam pelas vias, que ainda não estão afastadas. O curso da obra, de 300 metros, é de R$ 12,5 metros.

Vergonha

“Isso está uma vergonha”, resumiu a zeladora de um prédio em frente a uma das vias ainda aberta, Ana Lemos. Ela trabalha no local há quatro anos e viu de perto a obra desde que começou até os problemas que são gerados até hoje. De acordo com a funcionária, sempre que chove as pedras britadas da obra invadem parte do edifício. Outro transtorno é com relação ao entra e sai de moradores, já que o acesso à garagem e o estacionamento em frente ao prédio são dificultados.

Na outra via, os transtornos gerados pela obra foram – e continuam sendo – ainda piores. Uma escola particular de Educação Infantil e Ensino Fundamental precisou ceder uma sala de aula e quatro metros do terreno para o recuo da calçada que seria feito com a trincheira. Outros dois metros também foram cedidos para que os funcionários pudessem trabalhar. Só o que ocorreu, no entanto, foi a perda da sala e a derrubada do muro lateral da escola. Com a obra parada, a instituição segue fechada por tapumes.




A auxiliar de coordenação pedagógica da escola, Laura Méliga, explicou que, enquanto a construção da trincheira estava em andamento, o diálogo com a Prefeitura de Porto Alegre era possível, mas isso terminou quando a obra paralisou. “Derrubaram o muro da escola e simplesmente não refizeram”, resumiu.

A instituição chegou a recorrer com uma ação no Ministério Público (MP), que, segundo Laura, recomendou que o Executivo locasse “estrutura permanente”. Ainda conforme ela, a tentativa é para que, independentemente da retomada da obra, o muro possa ser reconstruído. (Correio do Povo)



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