‘Governo Sartori fará grande ofensiva em 2018 para a privatização do Banrisul’, prevê deputado

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Por Marco Weissheimer / Sul21

 Desde os seus primeiros meses de vida, o governo José Ivo Sartori (PMDB) deixou transparecer sua intenção de retomar o projeto privatista iniciado pelo governo de Antonio Britto, no final da década de 1990. Além da extinção de fundações responsáveis pela pesquisa científico-tecnológica e pelo fomento à cultura, o atual governo já deixou clara sua intenção de privatizar empresas como a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM), Sulgás, Companhia Riograndense de Saneamento e mesmo o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).

Em um primeiro momento, integrantes do primeiro escalão do governo Sartori desmentiram enfaticamente a intenção de vender o Banrisul, mas com o passar dos anos essas negativas foram ficando mais débeis e ambíguas até praticamente desaparecerem com o surgimento do Regime de Recuperação Fiscal, proposto pelo governo Temer, que tem, entre suas contrapartidas, privatizações nos setores financeiro, de energia e de saneamento.




Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, o deputado estadual Zé Nunes (PT) não tem duvidas acerca das reais intenções do governo Sartori em relação ao Banrisul. “O governador desejou vida longa à Fundação Piratini num mês e logo em seguida mandou um projeto para a Assembleia propondo a extinção desta e de outras fundações”, lembra o parlamentar.

Em entrevista ao Sul21, Zé Nunes analisa as intenções do atual governo, e também do governo Temer, em relação ao banco público gaúcho. Para ele, a decisão de desistir de vender as ações do Banrisl deveu-se não só ao baixo preço das ações, mas porque a ambição do chamado Regime de Recuperação Fiscal é mesmo a privatização do banco. “Precisamos estar muito atentos a isso. Possivelmente, no início de 2018, o governo fará uma grande ofensiva que aponta para a privatização definitiva do Banrisul”, prevê.