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Após surprender a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, com nova proposta de alterações no IPTU, o prefeito Nelson Marchezan Jr. defendeu a ação como forma de aliviar o “caos financeiro” da Capital. “Temos a expectativa de que diante de todas as necessidades que a população enfrenta, de todas as dificuldades que a prefeitura tem para pagar fornecedores e pagar também os servidores, a gente possa aprovar o projeto ainda esse ano”, defendeu.

Em nota, Marchezan argumentou que a apresentação do projeto é uma “oportunidade de retomar esse debate” e não uma forma de pressão sobre os vereadores. Aliados do governo municipal na Câmara trabalham para deixar claro que o texto não está “fechado” e que será possível flexibilizar as medidas. Inicialmente, a reação de alguns parlamentares foi de criticar possível nova carga por alta de impostos.




“O espírito do projeto segue sendo o de promover justiça e recuperar uma defasagem histórica no IPTU da Capital”, relatou o comunicado da prefeitura. “Nosso compromisso maior é o de garantir os recursos devidos para investimento nas políticas públicas que são o dever da administração municipal.”

Em setembro, o primeiro projeto foi rejeitado por 25 votos contrários e dez favoráveis, com uma abstenção. A sessão durou mais de 15 horas e analisou 42 emendas. Na ocasião o prefeito Nelson Marchezan Júnior emitiu uma nota admitindo a derrota na Câmara. (Correio do Povo)