Assinado financiamento que viabiliza retomada das obras da Copa – Porto Alegre 24 horas

Assinado financiamento que viabiliza retomada das obras da Copa

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O prefeito Nelson Marchezan Júnior e o presidente do Banrisul, Luiz Gonzaga Mota, assinaram nesta terça-feira, 20, o contrato de financiamento de R$ 120 milhões que vai permitir a retomada das obras da Copa. O ato ocorreu no Paço Municipal, em cerimônia que reuniu representantes de empresas, de entidades da construção civil e do Legislativo Municipal e do Estado. Somente em dívidas anteriores, os valores chegam a R$ 45,4 milhões.





Durante o evento, foi anunciado que, em cerca de 30 dias, os trabalhos na trincheira da Ceará, na trincheira da Anita, na duplicação da avenida Tronco, no corredor da avenida Protásio Alves e no prolongamento da Severo Dullius terão condições de ser retomados. Esse tempo será necessário para a remobilização das frentes de trabalho e para o desembolso de recursos financeiros pelo Banrisul. O Executivo Municipal terá prazo de carência de dois anos e um prazo de oito anos para pagar a dívida.

Conforme Marchezan, foi feita uma grande construção para superar as dificuldades existentes, que permite a retomada dos trabalhos. O prefeito ressaltou a necessidade de Porto Alegre fazer mudanças tanto em relação à receita, quanto à despesa, de modo a equilibrar as contas. “Nada pode mudar a qualidade de vida se a Câmara não votar o que precisa”, enfatizou.




O financiamento junto ao Banrisul permitirá o pagamento de dívidas com as empresas e será destinado a reajustamentos futuros. Segundo o secretário de Planejamento e Gestão, José Alfredo Parode, o valor total do conjunto de obras é de aproximadamente R$ 1 bilhão. Já foram pagos R$ 525,12 milhões. Outros R$ 475,8 milhões devem ser desembolsados para o pagamento e a execução das obras de mobilidade.

Para totalizar esse montante, a prefeitura tem um saldo de R$ 226 milhões com a Caixa Econômica Federal, que será reforçado com o acordo com o Banrisul. Além disso, há mais R$ 115 milhões de um remanejo do BNDES, que seriam destinados ao projeto dos BRTs e serão investidos em obras não iniciadas, como a trincheira da Plínio e a duplicação do trecho 2 da Voluntários, além de obras de macrodrenagem na região do Humaitá. Outros R$ 14,88 milhões da prefeitura serão destinados a futuros reassentamentos.




Parode observou ainda que para garantir um planejamento da retomada das atividades e assegurar que os trabalhos não sejam interrompidos, foram formados grupos temáticos sobre os seguintes assuntos: reassentamentos; desapropriações; licenciamentos ambientais; execução de obras e projetos; questões jurídicas; licitações; comunicação e transparência.

O presidente do Banrisul, Luiz Gonzaga Veras Mota, disse que a retomada dos trabalhos vai impulsionar a geração de empregos e contribuir para uma nova arquitetura em Porto Alegre. “O papel do Banrisul é ser parceiro. Precisamos ter uma cidade melhor”, completou. Presidente da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul e representante das empresas responsáveis pela execução dos serviços, Luis Roberto Andrade Ponte afirmou que muitas obras de mobilidade foram oportunizadas pela realização do Mundial de Futebol no Brasil. Ele destacou a importância dos trabalhos que vão contribuir para a geração de empregos, a movimentação da economia e o esforço feito para a retomada, apesar da insuficiência de recursos enfrentada pelo Município.



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