Futuro do Hospital Beneficência Portuguesa pode ser decidido na próxima semana – Porto Alegre 24 horas

Futuro do Hospital Beneficência Portuguesa pode ser decidido na próxima semana

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O futuro do Hospital Beneficência Portuguesa pode ser conhecido na próxima quarta-feira, quando a bancada gaúcha da Câmara dos Deputados se reunirá com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi e representantes da entidade e do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que poderia vir a alugar o prédio no Centro Histórico atualmente com apenas dois pacientes.

A possibilidade, discutida previamente em reunião realizada nesta quinta-feira em Porto Alegre, é uma das únicas alternativas para garantir o futuro da instituição de saúde centenária da Capital, que acumula um deficit de cerca de R$ 80 milhões.




Além do auxílio que faria com que o Beneficência não venha a fechar suas portas, o GHC pode ter interesse no aluguel no caso de conseguir realizar obras na sua própria estrutura sem precisar parar com o atendimento. Com cerca de R$ 25 milhões contingenciados pelo governo federal, no entanto, o Conceição, de acordo com o diretor técnico administrativo e financeiro José Ricardo Agliardi Silveira, precisou priorizar obras que já haviam iniciado. Atualmente, a instituição trabalha na construção do Centro de Hematologia e Oncologia, prédio ao lao do Hospital.

Caso tenha sinalização do Ministério da Saúde para realizar obras internas, como, por exemplo, no bloco cirúrgico, o GHC verificaria a necessidade de utilizar outros espaços. O Beneficência, nesse caso, entraria como um local, mas dependeria de uma avaliação das condições das estruturas físicas. De acordo com Agliardi, ainda haveria prazos jurídicos para publicação de editais, chamamento e homologações.

Qualquer posicionamento do Conceição, no entanto, ainda depende da decisão de Brasília. “Quando o GHC for comunicado da decisão do Ministério frente a essa perspectiva que foi criada no cenário da saúde no Rio Grande do Sul, do suporte ao Beneficência, nós passaremos a agir”, disse o diretor. Salientou, ainda, que o interesse do Grupo em auxiliar o hospital é o mesmo de todos os agentes responsáveis por prestar saúde, já que envolve a possibilidade de manter 201 leitos em funcionamento.





Sinal de interesse

Proponente da reunião desta quinta-feira, o deputado Jerônimo Goergen (PP) disse ter sentido uma sinalização de interesse por parte do GHC em alugar o espaço e que imagina conseguir resolver os entraves através da ação política junto ao Ministério da Saúde na próxima semana.

De acordo com ele, o aluguel serviria apenas para que o Beneficência se recupere parcialmente enquanto as obras do Conceição estiverem em andamento para, em seguida, haver uma decisão quanto a gestão do hospital, que atualmente passa por uma consultoria do Hospital Sírio-Libanês através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Caso isso não ocorra, restaria uma intervenção federal que, ainda conforme o deputado, é a última alternativa.



Nova perspectiva

Para o presidente do Beneficência, Augusto Veit Júnior, uma autorização do ministro da Saúde representaria uma nova perspectiva para o hospital. Segundo ele, o valor que o GHC venha a pagar pelo aluguel poderia iniciar a resolver os problemas, como o pagamento da folha salarial, atualmente de R$ 300 mil e que não tem sido repassada. Há, ainda, um passivo trabalhista entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões. Também preocupa a quantidade de equipamentos novos que não estão sendo utilizados no local, que já teve dois assaltos e uma tentativa.

As aquisições foram feitas através do repasse de cerca de R$ 10 milhões parlamentares que, inicialmente, deveriam ser de aproximadamente R$ 18 milhões, mas parte do dinheiro foi suspensa devido à situação da instituição. Além da consultoria do Sírio-Libanês, que termina no próximo dia 15, o Beneficência passa por uma auditoria do Banrisul. (Correio do Povo)



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