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Na última quinta-feira, 21, viralizou nas redes sociais o pedido de ajuda de Vitor, de 30 anos, morador do bairro Planalto Paulista, na zona sul de São Paulo. Ele e sua família receberam uma carta com ameaças de morte para sua cachorrinha, Sol. No texto, os criminosos dão até o dia 30 de janeiro para a família levar o animal para outro lugar, ou irão ‘matá-la lentamente’. A ameaça chocou a todos. “No dia 13 meu irmão abriu as correspondências e viu a carta. Foi aquele frio na espinha. Ficamos muito assustados e com medo. Nossos amigos nos orientaram a ir na delegacia fazer um B.O. e nós fizemos no dia seguinte”, contou Vitor em entrevista à Jovem Pan. A família encontrou outra mulher com a mesma queixa de ameaça na 16ª DP, na Vila Clementino, local onde a investigação está sendo realizada. “A carta era idêntica, só mudava o endereço e a quantidade de cachorros. Na carta dela ameaçava três cães e na nossa só um”, completou.

Um dos motivos citados pelos criminosos para as ameaças são os constantes latidos de Sol, mas Vitor garante que ela não é uma cachorra agitada. Sentindo-se culpada pela acusação, a família recorreu a um adestrador que confirmou essa tese. “Ele disse que ela não tem um comportamento de latido em demasia, só estava cumprindo com seu instinto de cachorro. Ela só late quando passa outro cachorro na rua, chega um motoqueiro, etc. Ele afirmou que dá para fazer um trabalho comportamental com ela, mas não havia nada grave”, explicou Vitor. Com a ajuda de amigos, o caso ganhou grande repercussão na internet e o apoio cresceu. O deputado estadual Delegado Bruno Lima e sua equipe estão apoiando a família de Sol, que ainda não tomou providências no âmbito jurídico por não saber quem são os autores da carta.

Segundo Vitor, eles nunca tiveram reclamações anteriores sobre o comportamento de Sol. “Antes dessa carta, nunca ninguém bateu no nosso portão para reclamar, ninguém veio conversar antes. Já vieram fazendo a ameaça de cara. Não somos os únicos com cachorros no bairro”, explicou. Sobre os próximos passos, Vitor e a família ainda estão inseguros e sem saber quais ações tomar. “Continuamos sob ameaça. Não fizeram mais nenhum contato. Até o dia 30 estamos vivendo uma situação de angústia e de contagem regressiva. A ameaça à Sol é um ataque não só a nós, mas a todos os moradores do bairro que têm pets”, desabafou. Quem tiver informações que possam ajudar a polícia a desvendar o caso, podem entrar em contato com a 16ª DP. (Jovem Pan)