Foto: Maria Ana Krack/PMPA

Empresas de ônibus formalizam pedido de reajuste da tarifa, mas não indicam valor

Pedido cumpre etapa formal para o reajuste da tarifa em Porto Alegre

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Do Sul21

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) protocolou na manhã desta quarta-feira (20) junto à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) o pedido de revisão tarifária do transporte público de Porto Alegre. Apesar das projeções da própria ATP de que a tarifa pode passar de R$ 6, o documento não aponta um valor, apenas pede atualização dos custos de operação de sistema e aponta que o último reajuste ocorreu em 2019.

O pedido formal é uma etapa necessária para o reajuste da tarifa de ônibus, que usualmente ocorre a partir do dia 1º de fevereiro, data do dissídio da categorias dos rodoviários e também prevista em acordo firmado entre empresas e Prefeitura em 2020. Na terça-feira (19), o Sindicato dos Rodoviários aprovou a renovação da convenção coletiva sem reajustes para a 2021, mas com a garantia de que as empresas vão preservar os demais benefícios, como vale-refeição nas férias e quinquênio, bem como o mesmo valor do plano de saúde.

O Seopa registra, no pedido de revisão, algumas variações de custos do serviço. Em comparação com 2019, o diesel subiu 5,66% e o preço médio do ônibus 41,35%. No documento, a entidade aponta ainda a queda de mais de 50% em 2020 no número de passageiros. Destaca também que as empresas de ônibus têm feito investimentos em novas tecnologias – como GPS, monitoramento por câmera e recarga expressa – e adotado medidas de prevenção para segurança de passageiros e funcionários neste momento de pandemia.

Cabe à EPTC calcular, a partir da planilha de custos do sistema, qual será o valor do reajuste da tarifa para 2021 e encaminhar para aprovação no Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu). Caso o Comtu dê parecer favorável, o valor segue para reajuste do prefeito Sebastião Melo (MDB).

Em conversa com o Sul21 na terça-feira, o engenheiro de Transportes da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), Antônio Augusto Lovatto, admitia a possibilidade de as empresas pedirem um valor de tarifa na casa dos R$ 6. “A gente acha que uma tarifa a R$ 6 é uma situação difícil para o usuário. Nós não temos nenhuma cidade do Brasil operando com R$ 6, mas, infelizmente, é isso que está se avizinhando o cálculo”, disse.

A entrevista com Lovatto, contudo, foi realizada antes dos rodoviários aceitarem a proposta de reajuste zero para este ano, o que pode resultar na redução da previsão de aumento, uma vez que, conforme a ATP, o salário dos trabalhadores compõe 50% dos custos de operação do sistema de ônibus da Capital.