Siga o Porto Alegre 24 Horas no Google News

Sol quente, suor, areia da praia e piscina são prato cheio para as alergias de verão. Os mais atingidos por elas são as crianças, como explica a presidente do Departamento de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo, Selma Helene. “A pele da criança é diferente da pele do adulto e ela só vai igualar a capacidade dela, tanto mecânica quanto química, a partir da adolescência quando a criança começa a produzir o sebo. Antes disso, é uma pele desprotegida, mais suscetível a irritações e quadros alérgicos”, explica.

Raquel é mãe de João, de quatro anos, e conta que todo verão ele sofre com as alergias. “Uma das consequências do verão aqui em casa é a dermatite. A pele do João já é fina e fica bem mais fina, por conta da dermatite, então ele tem muitas coceirinhas, e isso vai trazendo lesões para a pele dele e, com isso, inflama, machuca, dói”, relata. Além do protetor solar, Raquel tem todo o cuidado com a pele sensível do filho. “Banho fresco e muita hidratação, a hidratação da pele dele tem que ser uma, duas a três vezes no dia, para poder suprir o quão fica seco por conta do verão.”

Para conscientizar os pais sobre a necessidade de cuidar da pele dos filhos, durante todo o mês, acontece o “Janeiro Bronze”, como destaca a especialista e coordenadora da campanha. “No Janeiro Bronze que nós fazemos a previsão de câncer de pele, dos danos solares na infância e durante a adolescência. Isso é importante uma vez que o sol tem um efeito acumulativo. A radiação que você tomou nos primeiros dias e anos de vida vai ficar permanentemente guardada na sua pele”, explica. Vale muito aproveitar a estação mais quente do ano com as crianças, mas não se esqueça: fique atento ao calor excessivo. (Jovem Pan)