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A rotina do Yago, de 26 anos, é acordar, tomar um café, pegar o controle remoto e mergulhar nos games até de madrugada. Antes da pandemia, o jovem passava quatro horas por dia jogando. Agora, o tempo aumentou para uma média de oito horas. Yago diz que é apaixonado pelos jogos desde a infância e reconhece ser viciado no esporte. “Eu me considero uma pessoa viciada em jogos. Antes da pandemia tinha sido bem diminuído, tinha colocado os jogos como uma diversão. Mas com a pandemia eu comecei a jogar bem mais.”

Com a estudante Lois dos Santos não é diferente. A jovem passa de oito a dez horas jogando e conta que transformou a paixão em trabalho. “Faço de três a seis horas de live por dia e jogando vários vídeo games. Agora estou com a série de The Last of Us 2, que ganhou prêmio como melhor jogo do ano. E a gente recebe de acordo com a transmissão.” Segundo o GetNinjas, aplicativo de contratação de serviços, a procura pelo conserto desses aparelhos aumentou 150% no período de janeiro até a primeira quinzena de dezembro. Foram mais de 50 mil solicitações feitas no app ao longo do ano. O pico da procura foi no mês de maio. Em apenas uma semana, teve 7 mil solicitações em todo país.

De acordo com a diretora de Parceria do GetNinjas, Sandya Coelho, a pandemia mudou o comportamento do consumidor. “As pessoas também não tinham como ir até uma loja física, procurar uma assistência técnica. Então passaram a buscar na internet. Isso gerou o aumento não só em maio, mas durante todo o período de quarentena.” O empresário Cassio Rogate, que é fundador de uma empresa especializada no conserto de videogames, cadastrou o negócio no aplicativo de contratação de serviços em março. Desde então, chegou a fechar uma média de 500 serviços. “Com essa questão da pandemia, o mercado parou. Então tivemos que procurar alternativa. Como tínhamos o braço de manutenção, lançamos no aplicativo.” (Jovem Pan)