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Diversos setores da indústria nacional estão sentindo os reflexos da falta de insumos para a produção, entre eles o da cerveja. Com a chegada das altas temperaturas e a retomada gradual do funcionamento de bares e restaurantes, o sinal de alerta foi aceso para esta que é a bebida mais consumida no verão.

A falta de matéria-prima para a produção da embalagem, como alumínio e vidro, é o que esta causando esse transtorno no final da cadeia produtiva e pode refletir nas prateleiras dos mercados. Além da falta do produto, o preço da mercadoria também deverá aumentar por conta desta situação.

De acordo com um estudo desenvolvido e publicado pela Neogrid, empresa de Joinville especializada no monitoramento da cadeia de suprimentos, a falta de cerveja chegou a 10% em novembro de 2019. Já em novembro deste ano, a escassez do produto bate quase 20%, um recorde para a categoria.

“A raiz do problema está na cadeia produtiva e na falta de insumos para a produção de embalagens de vidro e alumínio. Ainda não é o caso de desabastecimento, mas uma luz de alerta se acende”, diz o texto da pesquisa.

Uma das marcas mais atingidas é a Heineken. Por ter uma alta procura, consumidores já têm relatado dificuldades em encontrar o produto na versão garrafa de vidro pequena, a popular longneck. De acordo com a marca, todo impacto na cadeia “tem um impacto ainda maior na disponibilidade de Heineken”.

A falta de garrafas também foi apontada pelo Sindicerv (sindicato nacional da indústria da cerveja) e a CervBrasil, associação do setor.

Prevendo esse cenário, muitas fábricas se adiantaram no final do ano passado aumentando o pedido por estas embalagens para estocar. Essa estratégia manteve o abastecimento nesses primeiros dias do verão.

A chance de faltar cerveja neste verão ainda é pequena, mas o preço para mantê-las nas prateleiras será mais alto que nas ultimas temporadas. (O Sul)