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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta segunda-feira (8/2) achar que o governo federal fará uma nova prorrogação do auxílio emergencial, que beneficiou, no ano passado, trabalhadores informais afetados pela pandemia do coronavírus.

“Eu acho que vai ter uma prorrogação. Você pode ver: foram cinco meses de R$ 600 e quatro de R$ 300. O endividamento chegou na casa de R$ 300 bilhões. Isso tem um custo. O ideal é a economia voltar ao normal”, disse o presidente durante entrevista à TV Band.

Bolsonaro voltou a falar no endividamento do auxílio e que é preciso se preocupar com o gasto público. Em 2020, o auxílio emergencial socorreu 68 milhões de cidadãos diretamente, totalizando um gasto público sem precedentes de mais R$ 300 bilhões em pagamentos.

“Tem que fazer com responsabilidade. Se você não fizer com responsabilidade, você acaba tendo a desconfiança do mercado, aumenta o dólar e impacta no preço do combustível. Vira uma bola de neve “, declarou.

No ano passado, os beneficiados pelo auxílio emergencial receberam ao menos cinco parcelas de no mínimo R$ 600. Em setembro, o governo decidiu prorrogar o auxílio até dezembro no valor de R$ 300, mas redefiniu as regras e só 56% dos aprovados fora do Bolsa Família tiveram direito a receber mais quatro parcelas extras.

Agora, para compensar o fim do auxílio, a equipe econômica trabalha na criação do Benefício de Inclusão Produtiva. A ideia é que o valor seja de R$ 200 durante três meses para 30 milhões de brasileiros que não têm carteira assinada e não são beneficiários do Bolsa Família. (Metrópoles)