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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), começou a caminhar com sua candidatura à presidência da República em 2022. E no discurso, ele prefere uma postura moderada, diferentemente de outra possível opção tucana, o governador de São Paulo, João Doria.

Do mesmo modo, afasta a “oposição sistemática” do PSDB ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Sempre se falou que o PSDB não sabia fazer oposição ao PT. O PSDB não sabe fazer e nem deve saber [fazer] oposição sistemática porque é uma oposição que, no fim das contas, impõe custos para a própria sociedade”, afirmou Leite, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Na sexta-feira (12/2), Doria sofreu uma derrota dolorosa dentro do partido. Bruno Araújo permanecerá no comando do PSDB até maio de 2022. O governador paulista trabalhava para assumir o posto. Assim, a decisão escancara a falta de apoio unânime a Doria dentro da própria partido.

Com a posição de não adotar a oposição sistemática a Bolsonaro – e estender isso a todo o partido –, Eduardo Leite se distancia ainda mais de Doria. Na entrevista à Folha, o gaúcho ainda fez questão de lembrar que o paulista fez campanha para Bolsonaro nas eleições de 2018.

“O contraponto tem que ser feito insistindo na ponderação e na moderação, esse é o meu jeito. Cada um tem sua forma de fazer política. São estilos, que poderão ser comparados pela população assim como já são comparados no partido”, defendeu Leite. (Metrópoles)