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Frequentadores do Parque Moinhos de Vento, conhecido popularmente como Parcão, estão intrigados com o sumiço de pelos menos cinco patos do laguinho artificial, equivalente a 10% da população dos animais no local. As informações são de GZH.

Conforme informações da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smams), não há indícios concretos de que os animais tenham sido pegos para consumo humano, mas como são animais domésticos e não nativos do local, podem ter sido alvos de ação humana, já que em outra ocasião até de alvo para a prática de tiro ao alvo eles foram utilizados.

A Smams não aconselha a interferência no ecossistema do parque, o que inclui a não alimentação dos animais por parte dos frequentadores, já que uma equipe da prefeitura realiza a alimentação diariamente às 7h. O lago conta também com peixes, cágados e saracuras. A secretaria também informa que os patos podem parecer famintos, mas são glutões por natureza.

– O Parcão é um dos principais pontos de abandono de patos e cágados de Porto Alegre. As pessoas adquirem esses animais pequenos e acham que eles não crescem. Quando o animal cresce e fica inviável a permanência na casa, os moradores acabam se desfazendo dele em parques. A orientação é que a população não alimente, não maltrate e não abandone os animais de forma indevida – disse o diretor de Áreas Verdes da Smamus, Alex Souza.

A secretaria ainda diz que no momento o sumiço dos patos não preocupam, já que a população de aves tem se mantido estável com uma média de 47 patos. Alex diz que quando há superpopulação os animais são transferidos para outros parques da cidade.

Cogitada como uma maneira de proteção aos animais que habitam o laguinho, o cercamento foi totalmente rejeitado, já que os cágados precisam se distanciar da água para colocas seus ovos e retornar ao local (alguns chegam a atravessar a Goethe). O paradeiro dos animais desaparecidos ainda é desconhecido.