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O deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apoiado por Bolsonaro e Davi Alcolumbre, venceu as eleições nesta segunda-feira, 1º, e se tornou o novo presidente do Senado Federal. Com votação expressiva, Pacheco venceu a adversária Simone Tebet (MDB-MS) por 57 votos a 21. As alianças construídas pelo novo presidente do Senado incluíram siglas do Centrão, como o Progressistas, e da oposição, como o PT. Ele teve o apoio formal de dez partidos: PSD, PP, PT, PDT, PROS, PL, Republicanos, Rede e PSC, além do próprio DEM.

Pacheco é o primeiro senador oriundo da Região Sudeste a presidir o Senado desde 1991 e o primeiro representante de Minas Gerais no cargo desde 1977. Em seu discurso antes da votação, Pacheco afirmou, apesar do apoio do chefe do Executivo, que seu mandato será independente e prometeu retomar as discussões sobre as reformas. “Não haverá nenhum tipo de influência externa capaz de influenciar a vontade livre e autônoma dos senadores”, disse. “Asseguro com toda a força do meu ser o meu propósito de independência em relação aos demais Poderes”. Pacheco tem 44 anos, nasceu em Porto Velho (RO), se mudou para Minas Gerais ainda criança e se formou em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Iniciou sua carreira política como deputado federal do MDB em 2014.

Em 2016, Pacheco votou favoravelmente ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. No ano seguinte, se tornou presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Na presidência da CCJ, se absteve das votações contra o ex-presidente Michel Temer (MDB) por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da justiça. Em 2018, deixou o MDB e se filiou ao Democratas para disputar o governo de Minas Gerais. Sua candidatura, no entanto, não seguiu em frente. Pacheco, então, se candidatou como senador. Na casa, ele votou contra o Decreto das Armas do governo Bolsonaro. Atualmente, é líder do DEM no Senado. (Jovem Pan)