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Assim como inúmeras outras cidades Brasil afora, Porto Alegre (RS) está passando por um dos seus piores momentos da pandemia do coronavírus. Com a explosão de casos confirmados e mortes em decorrência da Covid-19 e hospitais lotados, o prefeito da capital gaúcha, Sebastião Melo (MDB), fez uma live nesta quinta-feira (25) para anunciar novas medidas relacionadas à crise sanitária.

Ao assumir a prefeitura da cidade, em janeiro, Melo flexibilizou medidas de restrição. Agora, com a situação da pandemia agravada, resolveu impor novas regras restritivas, mas fez um discurso focado na recuperação econômica.

Em sua fala, o mandatário municipal cometeu um ato falho e sugeriu que as pessoas deveriam contribuir com suas próprias vidas para salvar a economia da cidade, em um provável ato falho.

“Tivemos uma profunda discussão, de fechar parques, praças e orlas. Queremos fazer um apelo à população. Não ocupem os espaços públicos. Nós não vamos, em um primeiro momento, fechar a Orla, mas se a população não atender o pedido do governo, nós vamos fechar. Não gostamos de fazer nada por decreto. Contribua com sua família, sua cidade, sua vida para que a gente salve a economia do município de Porto Alegre”, disparou o prefeito.

A principal medida anunciada pelo prefeito foi a solicitação para que hospitais ampliem leitos para o tratamento de Covid com o objetivo de de “preservar as atividades econômicas”.

“Para preservarmos as atividades econômicas e a geração de renda, estamos determinando que toda a rede hospitalar amplie os leitos necessários, com equipamentos. A prefeitura vai garantir isso. Esta é a primeira medida. A partir de amanhã, nenhum passageiro em pé será permitido nos ônibus de Porto Alegre. Além disso, vamos ampliar a frota nos horários de pico”, informou.

Melo anunciou ainda que museus e espaços culturais da prefeitura serão fechados e que funcionários das secretarias e órgãos do município trabalharão de maneira remota.

“A outra questão é que todas as atividades da prefeitura que não são essenciais serão feitas em home office. Para não fechar as atividades econômicas, estamos restringindo. Até vamos fazer uma sugestão ao governador Eduardo Leite, que é um homem de diálogo, que amplie os horários dos supermercados. Colocamos equipes da prefeitura para andar por aí e vimos que não deu certo fechá-los às 20h. As pessoas vão e aglomeram. Fica aqui uma singela sugestão ao governador”, pontuou.

Fonte: Revista Forum/Ivan Longo