Ernesto Araújo divulga carta de demissão: “A verdade não importa”

O pedido de exoneração ocorreu nesta segunda-feira (29/3), após o chanceler não ter resistido às pressões de líderes do Congresso

Compartilhe esta notícia

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on whatsapp

Após um dia conturbado e repleto pela “dança das cadeiras” no governo federal, o agora ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo divulgou a carta em que apresentou seu pedido de demissão ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

Na carta, o chanceler afirma que a narrativa sobre a conduta dele de “prejudicar a obtenção de vacinas” é “falsa e hipócrita”.

No documento, Araújo ainda afirma que “exibiu todos os fatos que desmentem tais alegações, mas infelizmente, nesse momento, da vida nacional, a verdade não importa para as correntes que querem de volta o poder”. Em outro trecho, o ex-ministro ressalta: “A verdade limita e a mentira escraviza”.

O pedido de demissão ocorreu nesta segunda-feira (29/3), após Ernesto Araújo não ter resistido às pressões de líderes do Congresso, que reclamavam do desempenho da pasta durante a pandemia de Covid-19.

Após ser duramente criticado pelos embates diplomáticos com a China, e pela incapacidade de conseguir desfecho mais rápido nas negociações para a compra de insumos médico-hospitalares com alguns países, como a Índia, Araújo não conseguiu resistir à cobrança dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Na carta ,o chanceler ainda afirma que “lutou desde o início pela liberdade e dignidade do Brasil e do povo brasileiro”. Ele ainda afirma que procurou colocar o Itamaraty a serviço “do sonho de um novo Brasil”. Ernesto Araújo era ministro desde janeiro de 2019.

Veja a carta completa:

Metrópoles